O polémico golo anulado à Croácia no último minuto do jogo contra Portugal, a contar para os 16 avos de final do Mundial de 2026, continua a dar que falar. Desta vez foi Pierluigi Collina, líder do Comité de Arbitragem da FIFA, que veio a público comentar o lance.
O ex-árbitro italiano explicou que a decisão do juiz norueguês Espen Eskas foi totalmente correta. O golo de Gvardiol foi anulado devido a um desvio quase invisível de Igor Matanovic, ainda que os croatas contestem que a bola terá apenas raspado no cabelo do avançado.
«O gráfico foi muito claro. Existe um pico de sinal quando a bola bate na cabeça do avançado croata, seguido de uma linha plana, e um novo pico quando esbarra nas costas do defesa de Portugal. Como o sistema não regista o contacto com o cabelo, o pico surge do impacto real com a cabeça», esclareceu numa entrevista dada à La Gazzetta dello Sport.
Recorde-se que na altura a seleção portuguesa vencia o jogo por 2-1 e validação do golo levaria o encontro para prolongamento.
Collina aproveitou o momento para refutar as críticas de que o excesso de tecnologia está a estragar a essência do futebol, classificando essa ideia como uma «mentira histórica».
Para o italiano, esperar alguns segundos pela confirmação de um fora de jogo não arruína o espetáculo: «O jogador festeja quando marca. Se o golo for validado, há um segundo festejo; se for anulado, é a equipa adversária que festeja. Acho muito mais adequado que a emoção se baseie numa decisão correta, em vez de num episódio destinado a ser discutido durante semanas ou décadas».
Para justificar o ponto de vista apresentado, Collina lembrou o célebre golo fantasma da Inglaterra na final do Mundial de 1966, que ainda hoje é discutido.
De notar que, no próprio dia do jogo, a FIFA publicou na rede social X um esclarecimento sobre a legitimidade do golo anulado.