Numa noite de emoções extremas, a seleção francesa saiu derrotada no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares diante da Inglaterra. Em declarações após o desfecho de 6-4, Kylian Mbappé, autor de dois dos golos franceses, fez a análise ao encontro e não escondeu a autocrítica relativamente ao desempenho da equipa na primeira metade do jogo.
«Houve duas partes diferentes. Na primeira, eu consigo compreender porque é que algumas pessoas pensam que passamos vergonhas e não honramos a camisola. Eu direi apenas que somos humanos, e que não nos podemos dar a esse luxo. Ficámos completamente atordoados e eles deram-nos um choque de realidade», afirmou.
O avançado destacou a mudança de atitude do grupo no segundo tempo e fez questão de desresponsabilizar o selecionador nacional pelo resultado.
«Na segunda parte, voltámos a ser jogadores do mais alto nível, máquinas mentais. Mas, no final, não conseguimos vencer e é uma pena para o treinador [Didier Deschamps]. Queríamos fazer algo para ele. Na primeira parte, dá a impressão que o dececionámos e não era o que queríamos que ele sentisse. Este jogo não vai manchar o legado de Didier Deschamps»
Mbappé abordou ainda o confronto com Lionel Messi e o facto de se ter isolado no topo dos marcadores da história da competição, deixando claro que a prioridade era o sucesso coletivo.
«O Leo [Lionel Messi] marca sempre e amanhã [este domingo] vai marcar, tenho a certeza. Eu só tento ajudar a minha equipa, tentando marcar sempre. Preferia não ser o melhor marcador da história dos Mundiais [conta agora 22 golos, contra 21 do argentino] e jogar a final com a Argentina. Acho que é bom em termos de legado, mas, neste momento, não é a primeira coisa que me atravessa o espírito», explicou.