Sobe para seis número de mortos em naufrágio no Canal da Mancha - TVI

Sobe para seis número de mortos em naufrágio no Canal da Mancha

  • Agência Lusa
  • PP (atualizado às 12:46)
  • 12 ago 2023, 12:06
Migrantes no Mediterrâneo  (AP Photo/Jeremias Gonzalez)

A embarcação foi avistada ao início da manhã pelo barco de patrulha do Cormoran, serviço público francês, que iniciou a operação de resgate

O número de mortos na sequência do naufrágio de um barco de migrantes no Canal da Mancha subiu para seis e entre cinco a 10 pessoas continuam desaparecidas, segundo um novo balanço.

A embarcação foi avistada ao início da manhã pelo barco de patrulha do Cormoran, serviço público francês, que iniciou a operação de resgate.

Esta manhã seis pessoas foram resgatadas em estado grave e uma delas foi levada de helicóptero para o hospital de Calais, onde acabou por morrer, segundo um comunicado da autoridade marítima da Mancha e do Mar do Norte (Premar).

As outras cinco pessoas foram assistidas por um bote salva-vidas, mas acabaram por morrer.

A primeira vítima identificada é um homem, com idade entre 25 e 30 anos, de origem afegã.

As operações decorrem com recurso a navios franceses e britânicos e a um helicóptero.

Pelas 12:00 (hora de França, menos uma em Lisboa), permaneciam por encontrar entre cinco a 10 pessoas.

“Os meus pensamentos estão com as vítimas. Saúdo o empenho das equipas de resgate mobilizadas”, afirmou a primeira-ministra francesa Elisabeth Borne, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

Mais de 100 mil migrantes irregulares atravessaram o Canal da Mancha, que liga França ao Reino Unido, em pequenas embarcações desde 2018, segundo dados oficiais do Governo britânico.

As travessias do Canal da Mancha em pequenas embarcações, principalmente a partir de França, começaram a ser contabilizadas em 2018, após a adoção de medidas que intensificaram a fiscalização dos camiões que passam pelo porto francês de Calais e pelo terminal do Eurotunnel.

As regras mais apertadas fizeram com que os passadores optassem pela rota marítima, com os migrantes a pagarem a estas redes organizadas montantes elevados para fazer a perigosa travessia.

O Canal da Mancha é regularmente palco de naufrágios de pequenas embarcações sobrelotadas.

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