Depressão Nils não atinge Portugal mas traz "chuva persistente e por vezes forte" devido a "sistema frontal" - TVI

Depressão Nils não atinge Portugal mas traz "chuva persistente e por vezes forte" devido a "sistema frontal"

  • Agência Lusa
  • TFR
  • 10 fev, 18:38
Mau tempo em Lisboa (Horacio Villalobos/Getty Images)

Nova tempestade não vai atingir diretamente Portugal continental, mas tem um sistema frontal associado que vai afetar sobretudo o Centro e Norte do país. Nove distritos sob aviso laranja

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Uma nova depressão vai trazer esta quarta-feira chuva e vento por vezes forte a Portugal continental, ainda que não afete diretamente o país, alertou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Trata-se da depressão Nils - nome atribuído pelo Serviço Meteorológico Francês -, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.

Isto significa que, “para dia 11, está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, detalha o IPMA.

Já o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.

Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.

Devido a estas previsões, o IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.

Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu, Aveiro, Porto, Vila Real, Braga e Viana do Castelo, entre as 06:00 e as 18 horas.

Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiram as tempestades Leonardo e Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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