Está de volta o pássaro "ousado" que não voa: "Poucas coisas são mais bonitas do que ver estes grandes pássaros a galopar" - TVI

Está de volta o pássaro "ousado" que não voa: "Poucas coisas são mais bonitas do que ver estes grandes pássaros a galopar"

  • CNN Portugal
  • CNC
  • 29 ago 2023, 12:58
Takahē, pássaro pré-histórico em cativeiro (AP Photo/Nick Perry)

Trata-se do tacaé-do-sul, que retornou ao seu habitat natural

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Cerca de 18 pássaros da espécie tacaé-do-sul foram libertados perto do Vale de Greenstone, uma zona alpina da Ilha do Sul da Nova Zelândia, na semana passada. O regresso do pássaro à natureza é uma vitória para os esforços de conservação da espécie na Nova Zelândia.

O tacaé-do-sul é uma ave colorida que não voa e que mede cerca de 50 cm. Durante décadas estiveram desaparecidos, tendo a espécie sido formalmente declarada extinta em 1898. Ressurgiram depois exemplares da ave em 1948, altura em que o governo, várias tribos e conservacionistas começaram a tomar medidas para a conservação da espécie. 

Na semana passada, as aves foram libertadas nas terras da tribo Ngāi Tahu. O regresso da espécie à vida selvagem é uma vitória para a tribo, que travou uma longa batalha legal pelo regresso da ave que partilhou território com os antepassados dos Ngāi Tahu, avança o Guardian

A presença da ave na Nova Zelândia remonta pelo menos à era pré-histórica do Pleistoceno, de acordo com vestígios fósseis encontrados. "Têm um aspeto quase pré-histórico", diz Tūmai Cassidy, da tribo Ngāi Tahu, citado pelo Guardian. "São muito largos e ousados", diz ainda Cassidy.

Vistos de frente, parecem quase uma esfera perfeita e têm uma plumagem em tons de azul violácea. A sua zona dorsal possui tons de verde e as longas patas são em tons de vermelho vivo.
 
"Poucas coisas são mais bonitas do que ver estes grandes pássaros a galopar de volta às terras de capim tussock, onde não andam há mais de um século", conta O'Regan, um ancião da tribo em questão, ao Guardian.

Se os 18 animais libertados se ajustarem à sua nova vida na natureza, a Nova Zelândia quer libertar mais sete destas aves em outubro deste ano. Andrew Digby, biólogo de conservação de aves raras, disse no X, antigo Twitter, que a adaptação das aves vai monitorizada de perto de forma a verificar o progresso da sua adaptação a este novo ambiente e também publicou um vídeo dos dois últimos pássaros a serem libertados.

 

"Espero que os visitantes apreciem os sons próximos que o tacaé-do-sul emite do fundo do vale", afirma O'Regan.

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