Os EUA mencionaram a morte de Odair Moniz às mãos da PSP no seu relatório sobre o estado dos direitos humanos em Portugal no ano de 2024.
Na alínea a) da secção 1 do relatório, no capítulo sobre execuções extrajudiciais, o Departamento de Estado dos EUA fala do incidente de 21 de outubro de 2024, embora ressalve que “não houve relatos de que o governo ou os seus agentes tenham cometido assassinatos arbitrários ou ilegais durante o ano”.
“A Polícia Judiciária abriu uma investigação sobre a conduta do agente da PSP e confiscou a sua arma. A 26 de outubro, milhares de pessoas manifestaram-se exigindo justiça para Moniz, empunhando cartazes com slogans como ‘Parem de nos matar’”, pode ler-se no relatório.
“O partido Chega, cujo líder André Ventura afirmou que o agente deveria ter sido "condecorado" e apontou para informações de que Moniz tinha um "longo" cadastro criminal, liderou um contraprotesto pró-polícia no mesmo dia, que reuniu aproximadamente 300 pessoas”, diz também o documento.
No mesmo relatório, na alínea a) da secção 3, o Departamento de Estado dos EUA fala também de “relatos credíveis de uso excessivo da força pela polícia e de maus-tratos e outras formas de abuso de prisioneiros por parte dos guardas prisionais”.
"As queixas de abuso físico, incluindo por parte da polícia durante detenções de rotina, consistiram principalmente em estalos, socos e pontapés no corpo e na cabeça, bem como espancamentos com cassetetes. As queixas foram principalmente contra a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana", diz o relatório.