Sondagem TVI/CNN: estímulo às empresas e serviços públicos são as prioridades dos portugueses para OE2024 - TVI

Sondagem TVI/CNN: estímulo às empresas e serviços públicos são as prioridades dos portugueses para OE2024

  • CNN Portugal
  • 9 out 2023, 21:19

A um dia da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2024, uma sondagem realizada pela Aximage para a TVI e CNN Portugal indica quais são as principais prioridades dos portugueses e também aquilo que acreditam ser o maior problema que o país enfrenta

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Estímulo às empresas, investimento nos serviços públicos e redução da dívida. São estas as prioridades da maior parte dos portugueses para o próximo Orçamento do Estado, segundo uma sondagem realizada pela Aximage para a TVI e CNN Portugal.

A um dia de se conhecer os detalhes da proposta para o Orçamento do Estado para 2024, 26% dos inquiridos nesta sondagem considera que as áreas que privilegiam o investimento e estímulo às empresas devem ser tidas como prioritárias neste OE. Já 22% considera mais importante o investimento nos serviços públicos.

A sondagem aponta ainda que 21% dos portugueses apoia a redução da dívida, percentagem igual aos inquiridos que gostariam de ver o Governo aprovar um Orçamento que desse prevalência a um reforço dos apoios sociais.

Respostas à pergunta: "Na sua opinião, qual a área que deveria ter prioridade no próximo Orçamento do Estado

 

Na mesma linha, a maior parte dos portugueses crê que os salários baixos são o pior problema do país. Segundo a mesma sondagem, esta dificuldade foi identificada por 27% dos inquiridos, ficando acima do custo de vida e do custo da habitação, problemáticas que ocupam o pódio das preocupações sobre o estado do país.

O problema dos baixos salários é levantado ao longo de todos os géneros, idades, escolaridade e localização geográfica, sendo que os inquiridos das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa foram os que mais frequentemente o identificaram. 

Para além disso, 20% dos inquiridos assumiu que o custo de vida é, de momento, o maior problema de Portugal, mais 2% do que quem, à mesma questão, priorizou os custos de habitação como o problema de maior dimensão que o país enfrenta.

A este propósito, relativamente aos custos da habitação e ao pacote de medidas que o Governo viu aprovado para fazer frente a esse problema, a grande maioria (80%) dos inquiridos considera que este não é suficiente, sendo que 9% respondeu que não sabia e apenas 11% admitiu estar satisfeito com o conjunto de leis do “Mais Habitação”.

 

Resposta dos inquiridos à questão: "Na sua opinião, este conjunto de medidas é suficiente para resolver os problemas da habitação em Portugal"

Também a maioria dos inquiridos concorda com as reivindicações sindicais de salários que compensem a inflação, com 34% “a concordar” e 34% a “concordar totalmente” com a avaliação feita pelos sindicatos. Por outro lado, 10% dos inquiridos discorda da posição dos sindicatos e 3% refere “discordar totalmente”.

Ficha técnica

Objetivo do estudo: sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para a CNN Portugal, Media Capital sobre temas da atualidade nacional política, económica e social.

Universo: indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal.

Amostra: amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra teve 601 entrevistas efetivas: 524 realizadas em CAWI e 77 realizadas em CATI; 123 entre os 18 e os 34 anos, 153 entre os 35 e os 49 anos, 144 entre os 50 e os 64 anos e 181 para os 65 e mais anos; Norte 200, Centro 133, Sul e Ilhas 75, Área Metropolitana de Lisboa 193.

Técnica: aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas para os indivíduos com 18 ou mais anos; entrevistas telefónicas – metodologia CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing) do mesmo questionário devidamente adaptado ao suporte utilizado, ao sub-universo utilizado pela AXIMAGE nos seus estudos políticos, com preenchimento das mesmas quotas para os indivíduos com 50 e mais anos e outros. O trabalho de campo decorreu entre 2 e 5 de outubro de 2023. Taxa de resposta: 70,00%.

Margem de erro: o erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,0%.

Responsabilidade do Estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio

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