A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresça 0,5% este ano e 1,7% em 2024, segundo o relatório económico, divulgado hoje.

Os números, em geral, colocam Portugal num patamar não muito diferente do da União Europeia como um todo, que deverá crescer 0,2% em 2023 e 1,6% no próximo ano, segundo os cálculos das Nações Unidas.

Estas projeções integram o principal relatório económico da ONU, o 'World Economic Situation and Prospects Report 2023', que estima ainda que a inflação desça em Portugal para 6,2% em 2023 e 3,4% no próximo ano, ficando acima de Espanha, por exemplo, que deverá registar uma inflação de 4,9% este ano e 2,5% em 2024.

A inflação na União Europeia deverá ficar em 6,6% no corrente ano e em 3,3% em 2024.

Em relação ao desemprego, o relatório das Nações Unidas estima que a taxa em Portugal se fixe em 5,9% este ano e 6% em 2024.

De acordo com o relatório apresentado hoje, a organização prevê um abrandamento acentuado do crescimento na generalidade das economias avançadas do mundo, num contexto marcado por inflação e taxas de juro elevadas.

No caso da Europa, a ONU destaca o impacto da guerra na Ucrânia, com queda no consumo e no investimento em decorrência dos altos custos de energia, preços mais altos e condições financeiras desfavoráveis.

Isso fará com que muitos países da região caiam numa recessão "leve", segundo a ONU, que prevê pequenas contrações económicas durante 2023 na Alemanha, Itália, Grécia, Áustria, Dinamarca, Finlândia ou Suécia.

No seu relatório, a Organização das Nações Unidas lembra que o PIB de vários países europeus ainda está a recuperar do colapso sofrido na sequência da pandemia de covid-19.

Segundo dados da ONU, a economia portuguesa cresceu 6,6% em 2022, após ter registado 4,9% em 2021 e uma contração de 8,4% em 2020.

Em 2023, a organização espera que a inflação modere apenas de forma gradual na Europa e alerta que as autoridades monetárias europeias têm de encontrar um difícil equilíbrio para garantir que as suas medidas de contenção de preços não agravem o abrandamento económico.