Los mejores del mundo! - TVI

Los mejores del mundo!

Rodri, Álex Baena, Lamine Yamal e Unai Simón de Espanha, Emiliano Martínez, Lionel Messi, Julián Álvarez e Enzo Fernández da Argentina (FIFA/FIFA via Getty Images)

«Livre de Letra» - Era para ter sido uma «Finalíssima» em março; vai ser uma «Super Final» em julho. Espanha e Argentina, campeãs da Europa e da América do Sul (e do Mundo, no caso argentino, o que não é coisa pouca…) foram as seleções mais competentes deste Mundial. Só uma será a melhor do mundo.

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«Livre de Letra» é o espaço de opinião de Rui Loura, editor-geral do Maisfutebol.

O maior Campeonato do Mundo de sempre chegou a ter espaço para surpresas, para criar modas e famas, para «colocar no mapa» futebolístico alguns países, de Cabo Verde à Noruega (para quem andasse distraído até agora, claro… ) e não deixou de ter as habituais desilusões para adeptos de países que esperavam mais das suas seleções, de Portugal ao Brasil, passando pelo Senegal ou pelo Uruguai, só para dar alguns exemplos.

No fim, contudo, impôs-se a lógica e chegaram às meias-finais as quatro seleções que ocupam as quatro primeiras posições do ranking da FIFA. E aí, nas meias-finais, não houve surpresa; houve competência, ou falta dela.

Espanha e Argentina vão mesmo defrontar-se, não no suposto conforto proporcionado pelos milhões de petrodólares do Catar, mas no caldeirão de alta pressão da final do campeonato do mundo em Nova Jérsia. Um duelo pela eternidade.

A Argentina de Scaloni, ainda movida a Messi, mostrou a garra e a crença dos campeões. Quem passa aquilo que a «albiceleste» passou neste torneio, pode passar por tudo.

A equipa está bem montada, em redor de Messi, mas sem depender dele – o que até o torna mais perigoso. E entra em campo convencida de que vai ganhar. Uma crença inabalável, mesmo estando a perder e a sofrer a poucos minutos do fim.

A Espanha está avisada, mas, tal como fez antes do jogo com Portugal, insiste na ideia de que os argentinos é que têm de se preocupar com os jogadores espanhóis. Porque são bons e porque sabem que podem ser campeões. Depois de anularem com tremenda naturalidade uma França que parecia imparável, têm razões para isso, para acreditar no tal «processo». E qualidade, muita.

Os caminhos destas duas seleções merecem análise. Desde logo, nas escolhas dos treinadores. Lionel Scaloni é um técnico de seleção. Nunca foi treinador de clube. Luis de la Fuente ainda foi, mas já nem se deve lembrar. Ambos foram apostas das respetivas federações, alicerçaram o seu caminho com seleções jovens, fizeram as suas escolhas com base no conhecimento dos jogadores jovens – em especial no caso espanhol.

Curiosamente, ambos substituíram treinadores com carreiras sólidas ao nível dos clubes (Luis Enrique e Jorge Sampaoli) que obtiveram resultados aquém do esperado nas respetivas seleções – em especial nos mundiais.

Será este o modelo certo? Especulando um pouco, deveria Portugal apostar num treinador de perfil semelhante - e oposto ao de Jorge Jesus? Difícil responder. A verdade é que já foi tentado esse modelo com Carlos Queiroz, Nelo Vingada (breve passagem pelo cargo) e Agostinho Oliveira (interinamente) sem grandes resultados.

A solução estará mais na qualidade do trabalho e na organização da estrutura, de forma a tirar o melhor rendimento das qualidades dos jogadores. O que Portugal não fez, de todo, neste último Mundial.

As escolhas de Scaloni e De la Fuente deixaram de ser discutidas na proporção inversa ao surgimento de resultados. Sim, outros jogadores poderiam ter sido chamados para este mundial, outros poderiam jogar mais tempo, mas quem se lembra disso quando a equipa ganha?

Espanha e Argentina podem agora oferecer um jogo de sonho. São os melhores do mundo. Devem-nos isso. E que ganhe o melhor… dos melhores.

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