“Há uma grande esperança naquilo que é o caminho que o PS está a fazer para servir o nosso país", afirmou este sábado o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sublinhando que sentiu da parte das pessoas com quem tem falado "esta esperança em que o PS volte a ser a grande alternativa democrática, a grande força da democracia, a grande casa comum da democracia”.
José Luís Carneiro, que falou aos jornalistas, em Baião, no distrito do Porto, depois de ter votado nas eleições diretas para eleger o secretário-geral do PS, que se disputam este sábado, referiu ter falado com mais de 3.104 pessoas, dessas, mais de 800 pessoas de fora do Partido Socialista - pessoas “da cultura, do desporto, do recreio, das Instituições Particulares de Solidariedade Social, das Misericórdias, das empresas, da economia, das autarquias”.
Carneiro é o único candidato a líder do PS, cargo que ocupa atualmente. “Há uma participação superior à de oito meses e aquilo que é bastante importante é saber que há uma taxa de aceitação muito elevada, porque os militantes, quando não querem votar, têm duas opções, ou votam branco, ou nulo, e, portanto, o que acontece é que há uma taxa de aceitação muito elevada”, salientou.
Segundo apontou, a taxa de aceitação “poderá andar acima dos 95%”, o que significa, disse, que os “militantes [do PS] estão a sentir-se representados no caminho e no modo de fazer oposição ao Governo”.
“Há uma imagem que eu costumo utilizar, um elástico que esteja sempre esticado perde a força. A mesma coisa tem de ser feita para quem tem de construir uma alternativa, deve-se criticar quando deve ser criticado, mas devem-se apresentar propostas alternativas e executáveis, à luz dos recursos disponíveis, para termos a confiança das portuguesas e dos portugueses”, defendeu.
A votação direta para escolher o secretário-geral do PS termina hoje e, enquanto candidato único, José Luís Carneiro tem a reeleição garantida, estando marcado para o final do mês o congresso da consagração.
Depois de ter assumido a liderança do PS de forma intercalar para concluir o mandato do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, José Luís Carneiro foi de novo a votos sozinho e sem oposição nas eleições para secretário-geral do partido.
Em 2025, quando votaram cerca de 18 mil socialistas, Carneiro, também candidato único, foi eleito com 95,4% (17.434), tendo havido 701 brancos e 128 nulos, numa eleição com uma taxa de participação de 48,9%.
Nas eleições destes dois dias, segundo fonte oficial do partido, são 39.487 os militantes que compõem o universo eleitoral e que podem votar, um aumento de cerca de cinco mil em relação às últimas diretas de junho de 2025.