"Espero que se tirem lições. Nem tudo tem de ser digital". Paulo Portas lamenta "dano na confiança" na correção dos exames nacionais - TVI

"Espero que se tirem lições. Nem tudo tem de ser digital". Paulo Portas lamenta "dano na confiança" na correção dos exames nacionais

    Paulo Portas
  • 12 jul, 22:48

Neste Global, Paulo Portas debruça-se sobre a polémica na correção dos exames nacionais em Portugal. Espaço também para uma avaliação da última cimeira da NATO e para antecipar como o poder pode escapar a Netanyahu em Israel perante uma “figura em ascensão”

Paulo Portas considera que “houve um dano na confiança do sistema” de correção dos exames nacionais com o processo digitalização, com impacto no adiamento de prazos.

O digital é ótimo em inúmeras coisas. É uma oportunidade, é mais rápido, mas não é uma religião. Não é um dogma de fé. Quando os exames eram feitos manualmente e corrigidos manualmente, havia problemas marginais. Não eram problemas sistémicos”, afirmou o comentador no espaço de comentário “Global” da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal)

Portas lembra que “há uma ansiedade nas famílias de um número de estudantes importante, porque são 300 mil provas diferentes”.

E, apesar de elogiar o espírito reformista do ministro da Educação, reconhece que “falharam os momentos no meio do processo”, com a passagem de um projeto-piloto a uma realidade generalidade.

“Que no dia 17 se resolva o essencial deste tema e saiam as classificações”, defende Portas, lembrando que existirão mais pedidos de revisão.

E conclui: “Espero é que se tirem lições. Nem tudo tem de ser digital. Manualmente, não há problemas desta natureza com esta grandeza”.

Mudanças de humor numa cimeira de “gestão psicológica” de Trump

“As cimeiras da NATO estão transformadas em sessões de gestão psicológica do presidente dos Estados Unidos. Todos sabem isso e já aprenderam a lidar com isso”, resume o comentador.

Para Paulo Portas, “desta vez, evitou-se o pior, embora tudo tenha começado mal”, ao lembrar que Trump chegou de mau humor em relação ao tema da Gronelândia e à relação dos EUA com Espanha.

“A verdade é que Trump se despede da Cimeira com uma promessa vaga, mas já é uma promessa, em qualquer caso, que talvez desse à Ucrânia a licença para produzir os Patriot”, resolvendo o problema de Kiev com as defesas antiaéreas, nota.

E arrisca uma explicação para a mudança de humor de Trump: voltou a atacar Ormuz, declarou o fim do cessar-fogo e “não lhe deve ter parecido que uma cimeira da NATO que corresse mal tivesse qualquer vantagem”.

Uma “figura em ascensão” para derrubar Netanyahu

Israel tem eleições marcadas para 27 de outubro. E Portas vê nisso a confirmação de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem receio de perder o poder nas urnas.

“Netanyahu está a levar até ao limite do tempo o atual mandato. Se ele tivesse a certeza ou a convicção que ganharia as eleições, antecipava-as umas semanas e não passava por outro 7 de Outubro em que se abrirá sempre a discussão sobre se ele teve ou não negligência na defesa de Israel”, argumenta o comentador.

Portas acaba por identificar uma “figura em ascensão” na oposição da Netanyahu: Gadi Eisenkot, que “neste momento está quase empatado, e em alguns casos mesmo empatado, com o partido de Netanyahu”.

Continue a ler esta notícia