Sánchez pede maior envolvimento da China para cessar conflitos internacionais - TVI

Sánchez pede maior envolvimento da China para cessar conflitos internacionais

  • Agência Lusa
  • AM
  • 13 abr, 06:41
Pedro Sánchez (LUSA/EPA)

Primeiro-ministro espanhol considera que défice comercial com a China é insustentável a médio e longo prazo

O primeiro-ministro espanhol instou hoje a China a reforçar o seu papel no sistema multilateral, defendendo maior pressão para o cumprimento do direito internacional e o fim de conflitos como os do Médio Oriente ou da Ucrânia.

Pedro Sánchez fez estas declarações na Universidade Tsinghua, em Pequim, no arranque da visita oficial ao país, sublinhando que sem a cooperação das grandes potências não será possível alcançar um sistema multilateral equilibrado.

“A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais, exigindo, como tem feito, que o direito internacional seja respeitado e que cessem conflitos como os do Irão, Líbano, Cisjordânia ou Ucrânia”, afirmou.

O chefe do Executivo espanhol insistiu que “o direito internacional é a base de tudo” e apelou a um maior envolvimento de Pequim para promover a estabilidade global.

No plano económico, Sánchez pediu que a China “se abra” para evitar que a Europa “tenha de se fechar”, defendendo a necessidade de corrigir o atual défice comercial entre Madrid e Pequim.

Segundo o líder espanhol, este desequilíbrio, que aumentou 18% no ano passado, é “insustentável” a médio prazo devido aos “movimentos isolacionistas e aos agravamentos sociais que provoca”.

Sánchez considera que défice comercial com a China é insustentável a médio e longo prazo

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou, em Pequim, que o défice comercial de Espanha com a China “é insustentável para as nossas sociedades a médio e longo prazo”.

Sánchez, que realiza a quarta visita à China em quatro anos, assegurou que Espanha “precisa que a China se abra para que a Europa não tenha de se fechar”, numa altura em que o défice comercial entre Madrid e Pequim ultrapassou os 42 mil milhões de euros em 2025 e persistem disputas tarifárias entre a União Europeia e o país asiático.

O chefe do Executivo espanhol defendeu, num discurso na Universidade Tsinghua, em Pequim, a necessidade de “corrigir” esse desequilíbrio e de “construir conjuntamente uma economia globalizada, equilibrada, que gere prosperidade partilhada”.

Segundo Sánchez, a ordem multipolar exige “uma economia mais horizontal e mais justa, em que não haja regiões perdedoras e outras vencedoras”.

O primeiro-ministro indicou que a multipolaridade “não é uma hipótese, nem um desejo, é já uma realidade” e que Espanha “opta por abraçá-la”.

A ideia de que “aprofundar determinadas relações implica renunciar a outras” é, segundo Sánchez, uma leitura “errada” e “perigosa”.

Durante esta visita, o chefe do Executivo espanhol reunir-se-á com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, encontros agendados para terça-feira.

A deslocação ocorre num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse do Governo espanhol em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica.

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