Banco suíço admite ter ajudado a esconder mais de cinco mil milhões de euros de contribuintes norte-americanos - TVI

Banco suíço admite ter ajudado a esconder mais de cinco mil milhões de euros de contribuintes norte-americanos

Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Andrew Harnik/AP)

Justiça norte-americana avançou com processo para reaver o dinheiro que não recebeu entre 2008 e 2014

O banco privado Banque Pictet admitiu esta segunda-feira ter ajudado contribuintes norte-americanos a esconder mais de 5,6 mil milhões de dólares (cerca de 5,1 mil milhões de euros) que deveriam ter sido pagos ao fisco dos Estados Unidos, como receitas de IRS.

Os procuradores federais dos Estados Unidos anunciaram que, na sequência deste caso, um acordo foi alcançado entre o banco suíço e o Departamento de Justiça.

De acordo com os procuradores, vários contribuintes norte-americanos com contas no Pictet, na Suíça e outros países, conseguiram esconder o dinheiro entre 2008 e 2014.

Como parte do acordo alcançado o Pictet terá agora de pagar quase 123 milhões de dólares (cerca de 113 milhões de euros) ao Tesouro dos Estados Unidos.

“Este caso transmite uma clara mensagem a quem tenta esconder bens e rendimentos”, referiu o diretor da divisão de investigação criminal de IRS, Jim Lee, num comunicado citado pela agência Reuters.

Como parte do acordo o Pictet vai implementar medidas para cooperar com as autoridades. Caso o banco consiga cumprir o acordo durante três anos, os procuradores vão deixar cair as acusações de conspiração de fraude ao IRS dos Estados Unidos.

"O Pictet está agradado por ter resolvido este assunto e vai continuar a tomar medidas para assegurar que os seus clientes cumprem as obrigações fiscais", afirmou o banco, em comunicado.

As autoridades norte-americanas acusam há muito este banco de ajudar norte-americanos ricos a fazerem evasão fiscal.

Num caso parecido, o Credit Suisse acordou, em 2014, pagar 2,5 mil milhões de dólares (quase dois mil milhões de euros) por crimes semelhantes.

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