Um milhão de toneladas de aditivos plásticos acabam no mar todos os anos - TVI

Um milhão de toneladas de aditivos plásticos acabam no mar todos os anos

  • Agência Lusa
  • AM
  • 8 nov 2023, 07:15
Projeto CircularSeas transforma plásticos

Earth Action recomenda que os decisores políticos façam uma seleção de materiais que sejam facilmente reutilizáveis ou recicláveis para reduzir o desperdício, apoiar uma economia mais sustentável e circular e incentivar a química que utiliza aditivos limpos

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Pelo menos um milhão de toneladas de aditivos plásticos, as substâncias químicas que são adicionadas a este material durante o seu processo de fabrico, poluem os oceanos todos os anos, revela um relatório da consultoria Earth Action.

O relatório, que estuda a magnitude da poluição causada anualmente por estas substâncias químicas presentes no plástico, denuncia que os aditivos são “a raiz do impacto tóxico que este material pode potencialmente ter”.

Segundo o relatório desta organização líder em investigações sobre o impacto ambiental do plástico, dos mais de 13 mil aditivos presentes nos plásticos, 24% deles representam uma ameaça potencial ao meio ambiente.

Assim, o relatório indica que as fontes dos aditivos que chegam ao oceano são sobretudo garrafas de plástico (116 mil toneladas), vestuário sintético (64 mil toneladas libertadas entre a fase de utilização e o fim de vida útil) e pneus (177 mil toneladas).

Perante esta situação, a organização responsável pelo relatório prevê que, se não forem feitas mudanças significativas na produção e na gestão de resíduos, as fugas de aditivos plásticos para os oceanos e cursos de água aumentarão em mais de 50% entre agora e 2040.

A organização recomenda que os decisores políticos façam uma seleção de materiais que sejam facilmente reutilizáveis ou recicláveis para reduzir o desperdício, apoiar uma economia mais sustentável e circular e incentivar a química que utiliza aditivos limpos.

Para conseguir isto, a Earth Action apela à “cooperação internacional coordenada” antes das próximas negociações no Quénia para um novo tratado vinculativo para a eliminação da poluição plástica.

Também apelou a mais investigação sobre como e quando estes aditivos são libertados para o corpo humano, pois alerta que estes compostos também estão relacionados com problemas de saúde humana, como obesidade, infertilidade, partos prematuros ou cancro.

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