Polícia brasileira detém mais um suspeito do homicídio da ex-vereadora e ativista Marielle Franco - TVI

Polícia brasileira detém mais um suspeito do homicídio da ex-vereadora e ativista Marielle Franco

  • Agência Lusa
  • CNC
  • 24 jul 2023, 15:59
Veredora do Rio de Janeiro Marielle Franco

A operação lançada esta segunda-feira pela Polícia Federal incluiu buscas em sete endereços na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana

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A Polícia Federal brasileira prendeu esta segunda-feira no Rio de Janeiro um ex-bombeiro suspeito de ter participado no homicídio da ex-vereadora e ativista Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, anunciaram fontes oficiais.

O detido é Maxwell Simões Correa, apontado como cúmplice do duplo homicídio e que já tinha sido condenado em 2021 a quatro anos de prisão por obstrução à justiça neste caso, embora cumprisse a pena em regime aberto, segundo fontes do Ministério Público.

As investigações apontaram que o ex-bombeiro era o proprietário do veículo que servia para guardar as armas do ex-agente policial Ronnie Lessa, acusado de ser um dos autores do crime que chocou o Brasil e teve ampla repercussão internacional.

A prisão ocorreu no âmbito de uma operação lançada esta segunda-feira pela Polícia Federal, que incluiu buscas em sete endereços na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana.

Com a chegada ao poder do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em 01 de janeiro, o ministro da Justiça, Flávio Dino, criou um grupo especial dentro da Polícia Federal para apoiar as investigações da polícia do Rio de Janeiro com o objetivo de solucionar definitivamente o crime.

Na manhã desta segunda-feira, o ministro informou que Élcio Vieira de Queiroz, outro suspeito que é apontado, juntamente com Ronnie Lessa, como executor do crime, fez um acordo de colaboração com a justiça e apontou a participação do ex-bombeiro nas mortes.

“As provas colhidas e reanalisadas pela Polícia Federal confirmaram de modo inequívoco a participação de Élcio e Ronnie Lessa. Isso conduziu à delação [acordo de colaboração] do Élcio. Ao fazer a delação, ele confessa a própria participação, aponta a participação do Ronnie e acrescenta a participação decisiva do Maxwell. É o início de uma nova fase probatória. Alvos da busca de hoje estão relacionados à delação do Élcio”, afirmou Dino.

O ministro brasileiro também disse que houve o envolvimento de outras pessoas e que as investigações “mostram a participação das milícias e do crime organizado do Rio de Janeiro" no homicídio.

Marielle Franco foi morta a tiro na noite do dia 14 de março de 2018, quando se deslocava de carro pelo Centro do Rio de Janeiro, após participar num ato público.

O motorista do veículo em que ela viajava, Anderson Gomes, também foi executado, enquanto uma assessora da vereadora, Fernanda Chaves, sobreviveu.

As investigações sobre o duplo homicídio ainda estão abertas.

Os dois supostos autores materiais, os ex-agentes Elcio Queiroz e Ronnie Lessa, foram presos em 2019, mas ainda não se sabe quem foi o mandante. O Ministério Público suspeita que tenha sido um crime encomendado.

A ministra da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco, que é irmã de Marielle Franco, informou nas redes sociais que conversou com Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre esta nova operação.

“Falei agora por telefone com o ministro Flávio Dino e diretor geral da Polícia Federal sobre as novidades do caso Marielle e Anderson. Reafirmo minha confiança na condução da investigação pela PF [Polícia Federal] e repito a pergunta que faço há cinco anos: quem mandou matar Marielle e por quê?”, escreveu a ministra brasileira.

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