Era homem quando se candidatou à polícia e mulher quando realizou os testes físicos. O caso que está a gerar polémica em Espanha - TVI

Era homem quando se candidatou à polícia e mulher quando realizou os testes físicos. O caso que está a gerar polémica em Espanha

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  • 24 mar 2023, 19:11
Polícia Espanha (Getty)

Mudança de género foi conseguida apenas sete dias antes das provas físicas

O caso aconteceu no concurso para a Polícia Municipal de Torrelodones, região de Madrid. O candidato fez o teste teórico, em janeiro, mas apresentou-se nos exames físicos como mulher transgénero. O caso está a gerar polémica em Espanha, muito por causa da lei que permite a qualquer cidadão com mais de 14 anos pedir a alteração legal de género.

No dia dos testes físicos, o candidato apresentou um documento reconhecido legalmente, que o identificava como mulher desde 15 de março, sete dias antes da prova, como explica o jornal El Mundo.

O candidato apresentou-se “vestido de homem”, mas garantia que era uma mulher, como comprovava o documento.

Perante os protestos dos outros participantes nas provas, e as dúvidas de eventual aproveitamento da lei para que pudesse fazer uma prova supostamente menos exigente, os responsáveis obrigaram a candidata a fazer os testes físicos nas duas categorias, para homens e mulheres. A única prova do exame que difere consoante o género é o lançamento da bola medicinal, que pesa três quilos na prova feminina e cinco quilos na prova masculina, como explicou o conselheiro de segurança de Torrelodones, Víctor Arcos.

O exame físico foi fiscalizado por membros da Federação de Atletismo de Espanha e a nota da candidata foi 10 em todas as provas, de acordo com testemunhas oculares, que acrescentam que “pulverizou” todos os testes, perante a escala de pontuação destinada ao género feminino.

De acordo com a publicação do El Mundo, o caso insólito não foi percetível de imediato, apenas quando a candidata chegou à prova do lançamento da bola medicinal e agarrou no peso de três quilos. Segundo testemunhas, foi nessa altura que algumas pessoas a alertaram que estaria a pegar na bola errada e foi então que mostrou o documento em que dizia que era uma mulher. Após protestos dos outros participantes acabou também por arremessar o peso maior.

Perante este caso, os sindicatos das polícias espanholas pedem soluções e medidas concretas para evitar que ocorrências semelhantes se repitam. "O que está a acontecer é embaraçoso e lamentável", disse José Francisco Horcajo, porta-voz da CSIT Unión Profesional e do sindicato PLA.

Ainda não é conhecida a pontuação final da candidata, mas o município adiantou que já questionou o Ministério da Igualdade quanto à legalidade desta mudança de sexo.

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