Partidos preveem gastar quase oito milhões nas campanhas (PS é o que se prepara para gastar mais) - TVI

Partidos preveem gastar quase oito milhões nas campanhas (PS é o que se prepara para gastar mais)

  • Agência Lusa
  • BCE
  • 30 jan, 17:30
Assembleia da República (Lusa)

O Bloco de Esquerda e o PAN são os únicos partidos que preveem gastos menores quando comparado com as despesas apresentadas antes das legislativas de 2022

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Os partidos com assento parlamentar preveem gastar quase oito milhões de euros na campanha para as eleições legislativas, com o PS a apresentar a maior despesa, superior a 2,5 milhões de euros.

Segundo os orçamentos apresentados para a campanha das eleições legislativas de 10 de março, divulgados esta terça-feira pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), o total da despesa projetada pelos partidos é equivalente a 7.988.971 euros.

O PS é o partido que prevê a maior despesa, com dois milhões e 550 mil euros, da qual a maior parte será dedicada a comícios e espetáculos (732.049 euros), seguida de conceção de campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (631.787), e estruturas, cartazes e telas (473.677).

Esta despesa é quase equivalente à que os socialistas tinham apresentado no orçamento para as legislativas de 2022 (dois milhões e 450 mil euros) e o partido prevê arrecadar uma receita equivalente, proveniente na totalidade da subvenção estatal.

A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) prevê uma despesa de dois milhões e 500 mil euros, menos 50 mil do que o PS, e que quase corresponde à soma dos gastos previstos por sociais-democratas e centristas em 2022, de um milhão e 950 mil euros e 230 mil euros, respetivamente.

A principal fatia do orçamento da AD é dedicada a conceção de campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (750 mil), seguida de propaganda, comunicação impressa e digital (535 mil) e custos administrativos e operacionais (435 mil).

À semelhança do PS, também a AD prevê gerar receitas equivalente às despesas, das quais dois milhões e 150 mil seriam provenientes da subvenção estatal, 275 mil da contribuição de partidos políticos e 75 mil da angariação de fundos.

Longe de PS e AD - os únicos que preveem despesas na ordem dos milhões -, a CDU (PCP/PEV) projeta gastos na ordem dos 785 mil euros, um aumento de mais 90 mil euros quando comparado com 2022. A coligação prevê uma receita da mesma ordem, dos quais 540 mil proveem da subvenção estatal, 235 mil da contribuição de partidos políticos e dez mil da angariação de fundos.

O Chega surge em quarto lugar, com gastos de 700 mil euros, equivalente a uma receita também ela de 700 mil euros, dos quais 300 mil são da subvenção estatal e 400 mil da contribuição de partidos políticos. Também aqui a despesa do Chega representa um aumento comparativamente com 2022, em que tinham previsto gastos de 500 mil euros.

A IL também aumenta os gastos em relação a 2022: dos 385 mil então previstos, passa agora para 645 mil, com a grande parte a ser dedicada a propaganda, comunicação impressa e digital (125 mil), estruturas, cartazes e telas (outros 125 mil) e comícios e espetáculos (120 mil).

Em sentido contrário, o BE prevê gastos menores do que em 2022, com uma despesa cerca de 508 mil euros - comparado com os 610 mil das últimas legislativas -, cuja maioria se destina a custos administrativos e operacionais (cerca de 173 mil) e propaganda, comunicação impressa e digital (121 mil).

No mesmo sentido, o PAN prevê também gastos inferiores a 2022, passando de 228 mil euros para 204 mil, com uma receita equivalente, totalmente proveniente da subvenção estatal.

Em último lugar, o Livre duplica os gastos comparado com 2022, apresentando uma despesa de cerca de 95 mil euros, dos quais 35 mil são dedicados a estruturas, cartazes e telas e 20 mil a comícios e espetáculos. Nas últimas legislativas, o partido tinha previsto gastos na ordem dos 48 mil euros.

Em 2022, os partidos com assento parlamentar tinham projetado, conjuntamente, o equivalente a sete milhões e 293 mil euros de despesas na campanha para as eleições legislativas, sendo que, na altura, o PS tinha também apresentado a maior despesa.

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