GNR mantém-se em greve de fome há cerca de uma semana junto à Câmara do Porto - TVI

GNR mantém-se em greve de fome há cerca de uma semana junto à Câmara do Porto

  • Agência Lusa
  • AFM
  • 12 fev, 14:07
Sargento da GNR em greve de fome em frente da Câmara do Porto

Sargento pretende "não só conseguir ordenados correspondentes à condição socioprofissional", mas também protestar contra "as pressões e perseguições" de que alegadamente os militares têm sido vítimas

O sargento da GNR, que há cerca de uma semana iniciou uma greve de fome, junto à Câmara do Porto, disse esta segunda-feira à Lusa que se encontra “bem de saúde”, e que manifesta a intenção de prosseguir com o protesto.

O sargento referiu que no domingo recebeu “a visita de profissionais de saúde” que lhe são próximos e disse acreditar que, na próxima quarta-feira, profissionais do Centro Clínico da GNR lhe façam também uma visita.

“Quanto ao apoio dos meus camaradas, tem sido único. Têm-me prestado todo o apoio possível e eu presumo que se mantenha até conseguirmos obter os resultados pretendidos”, acrescentou.

Atualmente colocado no Pelotão de Apoio de Serviços, o sargento Josias Alves, 44 anos, do Marco de Canaveses, pretende com a sua decisão “alertar” a sociedade civil para o “desespero" dos militares da GNR, da PSP e da Guarda Prisional.

“O desespero a que chegámos, em virtude de um sem número de situações que prejudicam a mim e a camaradas e amigos da GNR e agentes da PSP e da Guarda Prisional, levou a que optasse por esta forma de luta", avançou.

O objetivo deste protesto é “não só conseguir ordenados correspondentes à condição socioprofissional”, mas também para protestar contra “as pressões e perseguições” de que alegadamente têm sido vítimas, disse o militar da GNR, que tem permanecido numa tenda de campismo, montada em frente à Câmara Municipal do Porto.

“É óbvio que estou aqui por minha demanda, mas também por todos eles [PSP, GNR e Guarda Prisional] e a forma como foram perseguidos”, afirmou.

E acrescentou: “O desespero é de tal forma grande, não só comigo, mas também com outras forças policiais, que a única forma que eu concebi para lutar contra o sistema foi exatamente esta”.

O sargento, que chegou a comandar o Posto Territorial da GNR de Aveiro, Cacia, Vila Meã e de Alpendorada e a ser coordenador da Proteção Civil de Marco de Canaveses, defende a necessidade de existir hierarquia, que julga "absolutamente necessária", mas assume ser contra a utilização da "repressão" e da "pressão tirânica” para com aqueles que lutam pelos seus direitos.

Josias Alves, que está agora colocado no Pelotão de Apoio de Serviços, diz também não querer fazer daquela ação "uma luta pessoal", e refere que "há "muitos outros" profissionais "que permanecem sob o anonimato, em virtude de não quererem ser ainda mais prejudicados do que já foram."

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