Portugal «quer afirmar-se» na elite da Liga das Nações - TVI

Portugal «quer afirmar-se» na elite da Liga das Nações

Francisco Neto no Portugal-Bélgica

Selecionador Francisco Neto projetou jogo decisivo frente à França e lembrou o crescimento conquistado nos últimos meses

Na antevisão à partida com a França, que encerra o Grupo A2 da Liga das Nações, o selecionador português de futebol feminino, Francisco Neto, descreveu os erros cometidos na prova como parte do crescimento da equipa, em direção à elite europeia.

«A forma como esta equipa tem competido na Liga das Nações tem de deixar todos os portugueses orgulhosos. Tirando este último jogo, fomos sempre muito competitivos e queremos voltar a esse registo. Estamos a chegar à primeira divisão e a aprender com os erros. Só chegámos aqui porque jogámos muitas vezes com as melhores, e só continuaremos a ser melhores se continuarmos a competir com as maiores», explicou Francisco Neto.

O técnico foi mais longe e assumiu que Portugal «é uma equipa que se quer afirmar» na principal divisão. Ainda assim, ressalvou, desafiar as jogadoras a assumirem a posse em zonas mais adiantadas do campo acaba por «expor» a equipa aos contra-ataques.

«Foi essa a ideia que já levámos para o Campeonato do Mundo e não pode haver um passo atrás», justifica.

O jogo frente à seleção gaulesa, agendado para as 18h desta terça-feira, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, será decisivo para a manutenção de Portugal entre a elite europeia na Liga das Nações.

Portugal está no último lugar do Grupo A2, com três pontos, e o triunfo ante a França pode não ser suficiente para garantir a manutenção. As contas estão pendentes da derrota da Noruega na Áustria.

A seleção norueguesa ocupa o 3.º lugar do grupo, com cinco pontos, posição que dá acesso a um play-off de manutenção. Por sua vez, a Áustria, segunda classificada, segue com sete pontos.

Frente à França, líderes do grupo e já apuradas para a "final four", Francisco Neto admite novidades no onze inicial das francesas, sem que tal signifique um jogo de menor exigência.

«As alterações podem tornar a França mais perigosa, porque teremos menos referências e isso torna o jogo mais imprevisível. Em agosto terão os Jogos Olímpicos em casa, e de certeza que [as jogadoras] quererão fazer parte desse plantel”, rematou o selecionador.

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