Bernardo Silva, médio da Seleção nacional, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Hungria, agendado para esta terça-feira, em Budapeste:
Bilhetes para a América e o «jogo mais importante»
«As passagens para a América acho um bocadinho cedo, mas como disse, numa qualificação a seis jogos, tão curta, em que se joga uma coisa tão importante só em três meses, há bastante menos margem para erro, e começando com dois jogos fora, depois de garantir os três pontos contra a Arménia, se conseguíssemos garantir os pontos agora contra a Hungria, é um grande passo para conseguirmos esse objetivo. E, portanto, depois em outubro, tendo os dois jogos em casa, talvez este seja dos jogos, se não o jogo mais importante desta qualificação para nós».
Papel de Ronaldo na Seleção
«Traz muita energia, muita ambição. Quer continuar a ganhar, mesmo depois de tudo o que venceu, quer mais. Ganhar o Mundial seria um fim perfeito para a sua carreira. É um líder. A sua ambição, a sua experiência, neste tipo de momentos, coloca-nos mais perto que o mais perto de chegar aos nossos objetivos».
Szoboszlai é adversário nas seleções, mas também na Premier League
«Quando se joga contra equipas da qualidade do Liverpool, da seleção, vai jogar-se contra os melhores. Eu admiro muito os jogadores que estão neste nível, eu respeito-os muito também. Tenho muito respeito pelos jogadores que fazem várias posições. Eles não só percebem a utilização da posição, mas percebem também o jogo. Para jogar em várias posições, tens de dominar o jogo, perceber o jogo. Ele escolheu uma posição diferente, como lateral-direito, e jogou muito bem. Tenho muito respeito por ele. O que eu sei é que ele joga numa das melhores equipas do mundo, é um grande jogador. Ele ganhou a Premier League na última temporada, então tem tido bastante sucesso. Espero que não ganhe de novo, e espero que não ganhe amanhã, e que não ganhe na Premier League, claro. Mas tenho muito respeito por este tipo de jogadores».
A geração portuguesa com mais jogadores em clubes de topo
«É de facto uma geração muito forte, eu disse há bocado também numa das entrevistas. Portugal sempre teve jogadores fantásticos, mas é talvez a geração que tem mais jogadores a jogar nos melhores clubes do mundo, e, portanto, com isso vem expectativa, com isso vem também muita responsabilidade, mas também sabemos que há muito, não só a Espanha, mas que há outras seleções, bastante até, com uma capacidade igualmente forte, e que podem competir connosco. Agora, aquilo que lhe posso garantir é que esta seleção, e como provou também agora nesta Liga das Nações, pode competir com qualquer seleção. Temos essa ambição de nos poder bater com qualquer seleção, mas também temos a humildade de perceber que há muitas seleções que estão no nosso patamar».