Sub-21: Escócia-Portugal, 0-2 (crónica) - TVI

Sub-21: Escócia-Portugal, 0-2 (crónica)

Escócia-Portugal em Sub-21 (FOTO: Craig Foy/SNS Group via Getty Images)

«Pérolas» abrem o livro e Luís Freire volta a vencer (e a convencer)

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Motherwell recebeu um jogo de sentido único, com Portugal a demonstrar uma superioridade sobre a Escócia algo idêntica à do encontro com o Azerbaijão. A magia na frente tomou conta das operações e foi com alguma naturalidade que a Seleção Nacional chegou ao golo. Quenda fez o que quis do lado direito e Mora demonstrou dotes de ponta de lança, ao finalizar de cabeça para o 1-0.

No segundo tempo, mais do mesmo. Um domínio avassalador em todos os momentos do jogo, o 2-0 apontado por Roger Fernandes e uma expulsão que tira Mateus Fernandes do duelo com a Bulgária no próximo mês. A vitória é indiscutível e Luís Freire dá continuidade a um belo arranque no comando técnico dos sub-21.

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Luís Freire mudou duas peças face ao onze que alinhou diante do Azerbaijão, depois de uma estreia histórica pelos sub-21, com as titularidades de Diego Rodrigues e Roger Fernandes, em detrimento de Mathias de Amorim e Afonso Moreira.

Portugal entrou dominante no encontro e esteve quase sempre com o controlo da bola, sobretudo no meio-campo adversário, tendo em conta que a Escócia não conseguia criar perigo junto da baliza de João Carvalho. O guardião português foi um mero espetador durante os primeiros 45 minutos e Luís Freire viu a equipa adiantar-se no marcador graças a um lance construído pelas duas «pérolas» desta Seleção.

Geovany Quenda fez o que melhor sabe do lado direito do ataque e tirou um cruzamento perfeito para o coração da área, onde apareceu o cabeceamento de Rodrigo Mora (sim, leu bem), sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes.

Uma vantagem no marcador completamente justificada pelo que se passava dentro das quatro linhas, sem muito espetáculo, mas uma exibição bastante sólida em todos os aspetos. O caminho até ao intervalo fez-se a passos largos, com apenas alguns cartões amarelos a registar e uma tentativa de remate por parte de Gustavo Varela, que não levou perigo para a baliza escocesa.

As equipas recolheram aos balneários com o 1-0 no marcador e voltaram sem alterações em qualquer um dos conjuntos. Tal como aconteceu no arranque do primeiro tempo, Portugal conseguiu controlar as investidas escocesas e controlou a posse da bola no meio-campo adversário.

Ora, numa recuperação em zona subida de Geovany Quenda, a bola chegou aos pés de Rodrigo Mora e o resto é história. O jovem médio do FC Porto não sabe fazer nada mal e ofereceu o 2-0 a Roger Fernandes, que dentro da área atirou forte para o fundo da baliza, dando maior tranquilidade a Luís Freire no banco de suplentes.

A partir daqui começaram as substituições e um momento algo difícil de gerir para o técnico, a pouco mais de 20 minutos para o apito final do árbitro. Mateus Fernandes viu o segundo cartão amarelo e o respetivo vermelho, falhando assim o encontro de Portugal frente à Bulgária, no mês de outubro.

Este triunfo é o segundo consecutivo para Portugal nesta fase de qualificação para o Campeonato da Europa de sub-21, somando assim seis pontos no Grupo B.

A Figura: Mora é sinónimo de «perfume»

Sempre que toca na bola demonstra uma classe que está ao alcance de muito poucos e o jogo desta terça-feira não foi exceção. Colocou o nome na lista de marcadores a meio do primeiro tempo, quando respondeu da melhor forma ao cruzamento de Quenda e finalizou de cabeça para o 1-0. O segundo tempo serviu ainda para assistir Roger Fernandes para o segundo de Portugal e acabou por sair antes do apito final do árbitro, na sequência da expulsão de Mateus Fernandes.

O momento: Roger dá tranquilidade a Portugal

Apesar do domínio luso durante todo o encontro, a verdade é que a vantagem mínima é sempre difícil de controlar. Após uma recuperação em zona subida, a bola viajou dos pés de Mora para os de Roger, que dentro da área atirou para o 2-0 e certamente deixou Luís Freire mais relaxado no banco de suplentes.

Positivo: Geovany Quenda

Um dos mais ativos de Portugal durante a primeira parte, sempre disponível para receber a bola, bem encostado ao lado direito do ataque, e com os seus movimentos típicos, puxando a bola para dentro e criando perigo a partir daí. Um desses cruzamentos deu em golo, com Rodrigo Mora a aparecer para a finalização. Na segunda parte não tirou o pé do acelerador e esteve no início do lance que deu origem ao 2-0 de Portugal.

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