Cabo Verde extradita para Portugal professora condenada a 17 anos de prisão por homicídio do namorado - TVI

Cabo Verde extradita para Portugal professora condenada a 17 anos de prisão por homicídio do namorado

  • Agência Lusa
  • 25 mar 2023, 16:24
Matou namorado com gelo seco e fugiu para Cabo Verde. Agora está mais perto de regressar a Portugal

“Em Cabo Verde desde 28 de fevereiro de 2021, a detida já cumpriu parte da pena de prisão, faltando por cumprir 14 anos, sete meses e 17 dias”, esclarece a PJ cabo-verdiana

As autoridades cabo-verdianas extraditaram hoje para Portugal uma cidadã portuguesa condenada a 17 anos de prisão pelo homicídio, no país de origem, do seu namorado, divulgou a Polícia Judiciária cabo-verdiana, através do gabinete da Interpol na Praia.

“A Polícia Judiciária [PJ], através do gabinete da Interpol Praia, informa que foi efetuada este sábado, 25 de março, a extradição de um indivíduo do sexo feminino, de 42 anos de idade de nacionalidade portuguesa para o seu país de origem”, refere a PJ cabo-verdiana, em comunicado.

Acrescenta que a detida foi condenada a 17 anos de prisão pela prática de um crime de homicídio voluntário agravado contra o seu namorado, “tendo para isso utilizado gelo seco, em concurso com um crime de incêndio, encontrando-se foragida da justiça portuguesa”.

“Em Cabo Verde desde 28 de fevereiro de 2021, a detida já cumpriu parte da pena de prisão, faltando por cumprir 14 anos, sete meses e 17 dias”, esclarece a PJ cabo-verdiana.

Refere igualmente que em 09 de setembro de 2022 foi emitida uma “Notícia Vermelha” da Interpol, sobre pessoas procuradas para extradição, por parte das autoridades portuguesas, e que a 22 de setembro de 2022 “a mulher foi detida ao entrar na casa onde residia em Santaninha”, em Várzea da Companhia, na cidade da Praia.

Em 23 de setembro de 2022, a detida foi apresentada ao Tribunal da Relação de Sotavento que lhe decretou a prisão preventiva, pelo que, “após esgotar todos os recursos, e por Acórdão do Supremo Tribunal da Justiça de Cabo Verde”, foi extraditada para Portugal.

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