Cabaz de bens essenciais volta a atingir recorde e supera 234 euros - TVI

Cabaz de bens essenciais volta a atingir recorde e supera 234 euros

  • ECO - Parceiro CNN Portugal
  • Joana Morais Fonseca
  • 18 mar 2023, 15:00
Supermercado (Pexels)

Deco revela que preço de um cabaz de produtos essenciais aumentou cerca de quatro euros na última semana, superando já os 234 euros. Preço sobe há três semanas consecutivas

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O preço de um cabaz de produtos essenciais voltou a subir pela terceira semana consecutiva. Só na última semana, o custo deste cabaz aumentou cerca de quatro euros, superando já os 234 euros, segundo as contas realizadas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco).

Em fevereiro, a inflação abrandou para 8,2%, isto é, o quarto mês consecutivo de abrandamento de preços. Contudo, a taxa de inflação dos produtos alimentares não transformados voltou a subir em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo, fixando-se em 20,09%. É o valor mais elevado em 38 anos. Há nove meses que os preços dos alimentos estão nos dois dígitos.

Esta tendência é, aliás, sinalizada pela Deco que adianta esta quinta-feira que o cabaz de bens alimentares aumentou 4,09 euros (1,77%) na última semana, para 234,84 euros, isto é, um recorde desde o início da monitorização (a 5 de janeiro de 2022), que acompanha a evolução do preço de 63 produtos alimentares.

Se compararmos com há um ano atrás (a 16 de março de 2022) este cabaz ficou 43,26 euros mais caro, isto é, um aumento de 22,58%. Já se a comparação for feita com o início da guerra na Ucrânia (a 23 de fevereiro de 2022) a diferença é ainda maior: encareceu 51,21 euros, o que representa um aumento de 27,89%.

No que toca especificamente à última semana, isto é, entre 8 e 15 de março, o bacalhau foi o produto que mais subiu de preço: a 8 de março um quilo de bacalhau custava 12,62 euros, ao passo que na quarta-feira já custava 14,49 euros. Contas feitas, trata-se de um aumento de 15% em apenas uma semana. Segue-se o café torrado moído (subiu 14%), as massas espirais (12%), a perna de peru (10%), o pão de forma sem côdea, o óleo alimentar vegetal, a pescada fresca (ambos 8%), a cebola e o azeite (7%) e o fiambre perna extra (6%).

Certo é que, de semana para semana, os preços destes produtos variam, aumentando ou reduzindo o custo total do cabaz. Assim desde o início da guerra na Ucrânia e a passada quarta-feira, as frutas e legumes foram a categoria de produto que mais aumentou de preço — uma cesta destes produtos disparou 32,33% (mais 7,63 euros) para 31,24 euros. Segue-se o peixe que aumentou 29,66% (mais 17,89 euros) totalizando já os 78,20 euros; a mercearia que disparou 27,47% (mais 11,58 euros) para 53,72 euros; os laticínios que aumentaram 27,46% (mais 3,15 euros) para 14,63 euros; a carne que aumentou 26,87% (mais 8,66 euros) para 40,91 euros; e por fim os congelados, cujo aumento foi de 12,63% (mais 2,30 euros) para 16,15 euros.

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