O empate técnico a cinco permanece ao fim de seis dias de publicação da tracking poll realizada pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. Mas o cimo voltou a mudar. António José Seguro volta a liderar esta sondagem, agora com 20,8% após distribuição de indecisos, mas a grande novidade do dia é a subida de João Cotrim de Figueiredo ao segundo lugar, com 20,1%. André Ventura segue de muito perto, no terceiro lugar, com 19,8%. Em quarto e quinto mantêm-se, respetivamente, Henrique Gouveia e Melo (agora com 17,4%) e Luís Marques Mendes (com 15,7%).
Desde que a tracking poll começou a ser publicada, na segunda-feira, Cotrim teve o melhor desempenho, subindo 2,1 pontos percentuais nestes seis dias. Logo depois, Seguro subiu 1,5 pontos percentuais e Ventura subiu 0,9 pontos percentuais. Já Marques Mendes tem estado estável, subindo apenas 0,3 pontos percentuais, e Gouveia e Melo caiu 1,8 pontos percentuais nestes seis dias.
Já o nível de indecisos tem vindo a revelar uma tendência de descida: neste momento, há 11,4% de indecisos.
Eis porque o empate a cinco permanece
Com uma margem de erro máxima de 4,06%, o valor mínimo do candidato mais votado (Seguro, com 17,5% após distribuição de indecisos) continua a ser inferior ao valor máximo do candidato menos votado dos cinco (Mendes, com 18,7%). Daí que o empate técnico permaneça, o que pode ser confirmado na seguinte tabela:
Cotrim com mais favorecidos, Ventura com mais desfavorecidos
Olhando para a composição dos eleitores, verifica-se que António José Seguro é equilibrado entre eleitores masculinos (18,3% antes de distribuição de indecisos) e femininos (18%), ao passo que tanto Cotrim de Figueiredo (20,9% entre os eleitores masculinos, 14,5% entre os femininos) quanto André Ventura (18,8% entre os eleitores masculinos e 15,9% entre os femininos) são mais fortes no eleitorado masculino. Inversamente, são mais fortes entre o eleitorado feminino Henrique Gouveia e Melo (14,4% entre homens, 15,9% entre mulheres) e Marques Mendes (11,8% entre homens e 15,4% entre mulheres).
Já por idades, António José Seguro tem o eleitorado mais envelhecido, enquanto Ventura e Cotrim são mais fortes entre os mais jovens.
Já nas classes sociais, Cotrim de Figueiredo tem uma forte penetração na Classe A/B (25,8%) e uma fraca penetração na Classe C2/D (8,2%), proporção que se inverte no caso de André Ventura, que é mais forte nas classes mais desfavorecidas (com 20,1% na classe C2/D) e mais fraco nas mais favorecidas (com 12,8% na Classe A/B).
Seguro ganha dinâmica, Mendes perde mas ainda lidera
Marques Mendes e André Ventura são ainda os dois candidatos com mais dinâmica de vitória, isto é, aqueles que - independentemente da intenção de voto de cada eleitor - os portugueses dão como favoritos para passar a uma segunda volta. Ainda assim, Marques Mendes lidera o ranking com 25%, quando no início da publicação da tracking poll tinha 32%. Já António José Seguro subiu bastante nos últimos dias, de 11% para 17%, mas está em terceiro juntamente com Gouveia e Melo.
Apesar da forte subida de Cotrim nas intenções de voto, o candidato ainda é dado como favorito por um número relativamente reduzido, 7%.
Ficha técnica
Durante 3 dias (7, 8 e 9 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1201 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 50,62%.
A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional. A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online