Há 20 anos que a taxa de afluência às urnas em presidenciais não era tão alta - TVI

Há 20 anos que a taxa de afluência às urnas em presidenciais não era tão alta

Taxa de afluência é de mais 10 pontos percentuais que em 2021

Há 20 anos que os portugueses não votavam a este ritmo. Segundo os dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, a taxa de afluência para as Presidenciais até às 16:00 horas foi de 45,51% - o maior valor desde 2006. 

Em 2021, a taxa de afluência à mesma hora situava-se nos 35,44% - menos do que em 2016, ano do primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa (37,69%). Em 2011, na reeleição de Cavaco Silva, a afluência foi de 35,16%. Já em 2006, quando Cavaco bateu Manuel Alegre e Mário Soares, a taxa alcançou os 45,56%.

Recorde-se que há uma ausência de dados sobre a taxa de abstenção referente às eleições de 2001, já que nesse ano existiram boicotes às urnas em dez localidades.

Este ano, até ao meio-dia, a afluência às urnas foi de 21,18% dos 11.039.672 eleitores inscritos. As urnas estão abertas até às 19:00 horas.

Numa reação aos números desta tarde, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, André Wemans, sublinha que “tudo leva a crer, de certeza, que vamos ter uma maior participação [que 2021]. e que das 16:00 às 19:00, a afluência será bastante superior neste ato eleitoral". 

Na abertura das mesas de voto por todo o país, a partir das 08:00, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não teve registo de quaisquer incidentes, 

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

Assim, os 11 candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupa a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.

Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surge em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.

O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, está na 11.ª linha, André Ventura, o líder do Chega, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posições.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

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