"A macroeconomia, os grandes números estão bem, a questão é chegar à vida das pessoas" afirmou o Presidente da República - TVI

"A macroeconomia, os grandes números estão bem, a questão é chegar à vida das pessoas" afirmou o Presidente da República

  • Agência Lusa
  • CNC
  • 16 mai 2023, 14:52
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre as previsões de crescimento económico divulgadas pela Comissão Europeia, que prevêm um crescimento de 2,4% em 2023, e acredita que Portugal tem o potencial para superar estas previsões, mas mostrou-se preocupado com a forma como este crescimento se vai refletir na vida das pessoas.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que no plano económico "os grandes números estão bem", mas "a questão é chegar à vida das pessoas" esse crescimento da economia portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, a propósito das previsões económicas da Comissão Europeia divulgadas na segunda-feira, segundo as quais a economia portuguesa irá crescer 2,4% em 2023.

Segundo o chefe de Estado, a economia nacional até "pode atingir mais" do que prevê a Comissão Europeia para este ano.

"Eu penso que pode atingir mais, pois se o primeiro trimestre, que é o mais complicado, teve um crescimento de 2,5%, o turismo continua a subir, as exportações continuam a subir, o investimento externo está a aguentar bem, e vamos agora entrar no período máximo do turismo que é o verão, não há razões para esperar que não possa haver até um resultado no fim do ano superior a isso", argumentou.

O Presidente da República disse que "o défice está controlado" e que "os números de desemprego até agora não são preocupantes".

"Portanto, a macroeconomia, os grandes números estão bem, a questão é chegar à vida das pessoas, e demora tempo. Uma coisa são os grandes números, outra coisa é chegar à vida das pessoas", considerou, referindo que "pode chegar por vários caminhos".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, "um caminho é a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na medida em que quando o PRR chega ao terreno distribui mais dinheiro em obras e, portanto, em salários, e, portanto, em compra de materiais".

No seu entender, Portugal tem "uma taxa de execução do PRR que melhorou, melhorou, passou para 1800 e tal milhões no terreno", mas há "mais de 5 mil milhões" contratualizados, e "é uma questão de esperar" que nos próximos meses "cheguem ao terreno mais".

Por outro lado, o chefe de Estado apontou "as medidas extraordinárias adotadas pelo Governo" e que vão entrando em vigor, como os aumentos de salários na função pública e de pensões.

"Vamos ver se isso também contribui para injetar dinheiro na vida das famílias, para que as famílias no fundo tenham a noção de que estão a ver a luz ao fundo do túnel, isto é, os bons resultados que estão nos números macro chegarem aos seus bolsos micro", acrescentou.

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