O presidente do PSD considerou esta sábado que Portugal atravessa um período em que “está tudo nivelado por baixo” e dependente do Estado, sendo esta uma sociedade “desequilibrada, injusta e pobre”, com a qual não se podem conformar.

“Estamos a viver, de facto, um período onde estamos cada vez mais nivelados por baixo. Cada vez mais portugueses ganham o salário mínimo nacional, cada vez mais portugueses têm um salário que, se não é mínimo, é cada vez mais perto disso”, apontou.

Luís Montenegro, que participou esta noite no 39.º aniversário dos Trabalhadores Social Democratas, em Vagos (distrito de Aveiro), sublinhou que o país apresenta “um problema que é um grande sinal de pobreza de uma comunidade e de um país”.

“É que há gente que trabalha e que no final do dia consegue ganhar menos dinheiro do que gente que não trabalha e isto é um sinal de pobreza. Isto é talvez a melhor imagem de pobreza de uma comunidade, de um país”, sustentou.

Para o líder do PSD, Portugal não pode continuar a ter pessoas que se levantam para trabalhar e, no final do dia tenham um rendimento inferior a quem não tem esse esforço.

“Esta sociedade é uma sociedade desequilibrada, injusta, pobre e nós não nos podemos conformar com uma sociedade assim. O país precisa efetivamente muito de nós, não pode continuar muito mais tempo a ser governado com esta irresponsabilidade, ligeireza e incapacidade de tratar do que é de todos, do futuro de todos”, referiu.

Ao longo da sua intervenção de cerca de 30 minutos, Luís Montenegro vincou ainda que não se consegue “suportar mais uma governação que chega a um pântano, uma bancarrota ou a um estado de empobrecimento" que coloca Portugal na cauda da Europa.

“O senhor primeiro ministro pode inventar as estatísticas que quiser, dar a volta aos números que quiser. Toda a gente sabe que estamos na cauda da Europa e a viver pior do que os outros países do espaço onde nos enquadramos”, acrescentou.

O líder do PSD aproveitou também para aludir aos “casos e casos do Governo”, que o “senhor primeiro ministro diz serem invenção da oposição” e que o obrigaram a “da manha para a tarde, escrever em letra de lei os requisitos que são necessários para se fazer parte do Governo do doutor Costa”.

“Antes dele nunca ninguém teve necessidade de fazer estes requisitos, de ter estas regras, um questionário que não é para resolver um problema do país, mas do doutor Costa", alegou.

No seu entender, o problema é o próprio António Costa, que "não sabe escolher ou escolhe mal" e "quer passar a responsabilidade", arranjando maneira de qualquer dia "ninguém querer ir trabalhar com ele”.

"Tenha coragem e dê o questionário aos membros do seu Governo hoje!”, concluiu.

/ DCT