Proteção Civil faz aviso para depois das 18:00 na Grande Lisboa, península de Setúbal e zona Oeste - TVI

Proteção Civil faz aviso para depois das 18:00 na Grande Lisboa, península de Setúbal e zona Oeste

  • CNN Portugal
  • BCE
  • 12 fev, 13:24

"São zonas urbanas onde o problema não serão as cheias lentas que estamos a ter nas outras zonas, mas sim as cheias rápidas"

A Proteção Civil alerta para o agravamento do estado do tempo a partir da tarde desta quinta-feira, com a previsão de "precipitação persistente, por vezes forte", sobretudo na Grande Lisboa, na península de Setúbal e na zona Oeste.

Em conferência de imprensa, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indica que, a partir das 18:00 desta quinta-feira e ao longo de toda a madrugada, existe "uma forte probabilidade dessa precipitação ser bastante forte" naquelas zonas, alertando por isso a população para a possibilidade de cheias rápidas.

"Isto leva-nos a alertar a população destas zonas - são zonas urbanas onde o problema não serão as cheias lentas que estamos a ter nas outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens, de zonas de estacionamento", afirmou Mário Silvestre.

Além disso, o rio Mondego mantém-se em "risco significativo de inundação", após a rotura do dique na margem esquerda que provocou o desabamento de um troço da A1, quilómetro 191. "Neste momento não há afetação significativa de nada, a água está nos campos agrícolas daquela zona", sublinhou.

A Proteção Civil está a acompanhar também a evolução da água no Rio Velho, na zona de Montemor-o-Velho, que está a ser "reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população".

Também no rio Tejo há "uma subida significativa dos caudais em virtude da maior descarga feita pelas barragens espanholas", acrescentou Mário Silvestre, alertando para eventuais "impactos significativos em todo a zona da Lezíria do Tejo e nas povoações ribeirinhas".

O Rio Sorraia também mantém risco de inundação, depois da subida das águas na zona de Sorraia, "com principal impacto nas populações de Coruche e Benavente".

Os conselhos da Proteção Civil

Neste cenário, o comandante nacional da Proteção Civil deixou uma série de recomendações, começando desde logo com um aviso para o piso rodoviário, que "vai continuar escorregadio" e, por isso, exige atenção redobrada nas estradas. Além disso, vai manter-se também o "quadro de visibilidade reduzida devido à formação de neblina e nevoeiro".

"Recomendamos a toda a população que, se estiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas, pare em local seguro e elevado, longe das vias de água, evite túneis e passagens inferiores", aconselhou Mário Silvestre.

Se estiver em casa, a Proteção Civil recomenda que "feche portas, janelas, as torneiras do gás e desligue a eletricidade". "Mantenha-se nos andares superiores, sempre que possível, ou em pontos altos, e afaste equipamentos elétricos", complementou Mário Silvestre.

"No limite, preparem-se para serem deslocados e para deixarem as vossas habitações. Se tiverem de o fazer, acompanhem-se dos bens essenciais, nomeadamente dos medicamentos", lembrou o comandante nacional.

Mário Silvestre chamou ainda a atenção para "comportamentos essenciais" a ter em atenção nestes dias: "Não caminhe nas zonas inundáveis, mantenha a distância de rios, ribeiros e linhas de água, não se aproxime de rios para filmar e fotografar, alerte as autoridades sobre fissuras recentes no solo, quedas de árvores ou deslizamentos."

"Em caso de queda de cabos elétricos, não toque nem se aproxime, os cabos podem causar eletrocussão porque ainda podem estar em carga de água."

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