Matou a mulher e casou-se com uma aluna. Agora é considerado culpado de abuso sexual de menores - TVI

Matou a mulher e casou-se com uma aluna. Agora é considerado culpado de abuso sexual de menores

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  • ARC
  • 29 jun 2023, 15:41
justiça (pexels)

“Ele pediu-me muitas vezes em casamento quando eu tinha 16 anos e eu senti-me sempre obrigada”, contou a estudante

Assassinou a mulher e foi condenado por homicídio 40 anos depois. Agora, o professor australiano Chris Dawson é considerado culpado de abusar sexualmente da aluna com quem começou uma nova vida. A rapariga acusou-o de abuso durante uma aula de educação física quando tinha 16 anos.

O veredicto está dado. Dawson é culpado de “conhecimento carnal de uma rapariga com mais de 10 anos e menos de 17”. A decisão do Tribunal Distrital de Sydney, divulgada esta quarta-feira, refere-se à estudante com quem o homem começou uma nova vida depois de ter assassinado a mulher, Lynette.

Dawson, que esteve presente em tribunal por videochamada diretamente da prisão onde cumpre pena de prisão pelo assassínio da mulher, negou ter abusado da aluna, garantindo que só começaram a relação quando a rapariga tinha 17 anos e já não lhe dava aulas. 

Por sua vez, a rapariga alegou que tinha sido abusada em 1980, quando tinha apenas 16 anos e era sua aluna na escola secundária que frequentava, a mesma em que Dawson dava aulas. Contou ainda que começou a passar muitas noites em casa de Dawson nessa altura e acrescenta: “Ele pediu-me muitas vezes em casamento quando eu tinha 16 anos e eu senti-me sempre obrigada”. 

Em tribunal, a razão foi dada à estudante e foram aceites provas de que Dawson a tinha pedido em casamento pelo menos uma vez em 1980. Em causa esteve um postal de 17º aniversário enviado por Dawson à aluna, onde “o arguido, um homem maduro, por oposição a uma adolescente imatura, estava confiante na existência de uma relação recíproca e permanente”, disse a juíza, citada pela CNN Internacional. O postal foi ainda direcionado à “rapariga mais bonita do mundo” e Dawson escreveu ainda: “Vamos partilhar todos os aniversário que se seguirão”.

A aluna, que acabou por se casar, ter um filho e divorciar-se de Dawson, já tinha testemunhado contra ele quanto à acusação de homicídio da mulher, Lynette. O juiz desse caso considerou que as alegações de abuso sexual eram verdadeiras e motivo suficiente para o levar a matar Lynette.

No ano passado e 40 anos depois, o professor de educação física foi considerado culpado pelo assassínio da mulher, que aconteceu em 1982, e condenado a 24 anos de prisão. Dawson nunca admitiu o crime e o corpo nunca foi encontrado.

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