A GNR emitiu este sábado um comunicado para negar que tenha sido direcionada uma operação para os autocarros que transportavam professores de vários pontos do país em direção a Lisboa. A GNR admite que “podem ter sido aleatoriamente fiscalizados veículos pesados de passageiros, tal como vários outros veículos”, mas recusa a ideia de que “estas operações visam as deslocações de professores e que é pretensão dificultar este movimento”.

“Como habitualmente, a fiscalização rodoviária nacional diária da Guarda tem em curso várias operações em todo o território nacional, ao longo dos principais itinerários e secundários, com vista a assegurar um ambiente rodoviário mais seguro”, resume o documento.

Chegaram às redações e foram divulgados nas redes sociais vários relatos de professores que viram os seus autocarros parados e fiscalizados pela GNR durante o percurso para Lisboa. Há também relatos de multas, alegadamente por transportarem mochilas com alimentos “no colo ou aos pés” e não na mala do autocarro.

A manifestação deste sábado é a segunda na capital no período de um mês, tendo a primeira reunido mais de 20 mil professores, segundo estimativas do sindicato.

Mais de 20 mil pessoas, segundo números da polícia, iniciaram pouco depois das 15:00 deste sábado uma marcha da Praça do Marquês de Pombal para a Praça do Comércio, em Lisboa, em defesa da escola pública.

A estimativa de participação na manifestação, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), foi indicada à Lusa pela oficial responsável pelo policiamento da iniciativa.

Depois de se concentrarem no Marquês de Pombal, os manifestantes iniciaram pelas 15:15 a marcha, com um grupo de bombos à frente e um cartaz transportado pelos professores no qual se lê “a lutar também estamos a ensinar”.

 

Manuela Micael