IVA, SCUT, 800€, CSI, bolseiros: Pedro Nuno recupera 5 medidas para testar abertura de Montenegro: "Têm bom remédio: aprovar" - TVI

IVA, SCUT, 800€, CSI, bolseiros: Pedro Nuno recupera 5 medidas para testar abertura de Montenegro: "Têm bom remédio: aprovar"

Proposta para eliminar as portagens nas ex-SCUT gerou protesto do Chega na Assembleia da República. PS respondeu levantando-se e aplaudindo. A Montenegro, Pedro Nuno clarificou a relação: "Não vamos ajudar o governo, mas na realidade o governo também nao precisa de nós"

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O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, recuperou esta sexta-feira cinco promessas eleitorais do PS para mostrar que "não é só o Governo que tem iniciativa". O PS vai avançar "de imediato" com a apresentação das propostas nas seguintes matérias: reduzir o IVA da eletricidade para a taxa reduzida "para mais de três milhões de portugueses"; excluir os rendimentos dos filhos como condição para acesso ao Complemento Solidário para Idosos (CSI); eliminar as portagens das ex-SCUT, incluindo a A28, A24 ou A22; aumentar a despesa dedutível com arrendamento até atingir os 800 euros; e alargar o apoio ao alojamento estudantil hoje pago aos bolseiros à classe média.

Foi a proposta sobre as ex-SCUT que originou o protesto por parte do Chega no plenário. Na resposta, a bancada do PS levantou-se e aplaudiu o líder. Pedro Nuno Santos acabou a lembrar que não havia motivos para surpresas porque as medidas estavam no programa eleitoral. "Se concordam, têm bom remédio: vão aprovar a iniciativa do PS", atirou.

Na intervenção, Pedro Nuno Santos fez questão de vincar as diferenças entre o PS e o PSD, lembrando que o PS já resolveu "uma crise na Assembleia da República" quando Montenegro "se mostrou incapaz" de garantir a eleição do seu candidato e que também já se mostrou disponível para um orçamento retificativo 

"Não vamos ajudar o Governo a implementar um programa que para nós é de retrocesso económico e social", começou por exemplicar. "Não vamos ajudar o Governo, mas na realidade o governo também nao precisa de nós, tem uma maioria de direita para isso", completou. E resumiu: "Contam connosco para defender o regime, a democracia e a Constituçao. Não contam connosco para o retrocesso económico, social e cultural"

Pedro Nuno Santos explicou que não viabilizará as moções de rejeição do PCP e do Bloco de Esquerda para evitar "um impasse constitucional", garantindo apenas que "o Governo tem reunidas as condições para começar a governar".

"As diferenças entre ideias, projetos e soluções para o país, as clivagens programáticas traduzidas nos compromissos eleitorais da AD e do PS não acabaram a 10 de março. O PS não tem duas faces: uma antes e uma depois da campanha eleitoral", vincou.

O secretário-geral do PS avisou Montenegro que "ser Governo não significa apenas ter mais poder, significa também ter mais responsabilidade: desde logo a responsabilidade de construir uma maioria que permita governar". Por isso, a "prova" a que está sujeito "só começa verdadeiramente hoje".

"Não seremos, como alguns temem, oposição de bloqueio, do bota abaixo, também não seremos, como alguns desejam, oposição de suporte, muleta de governo", disse, referindo que, tirando nas "matérias de regime e do Estado de Direito democrático", há mais proximidade entre o Governo e o Chega do que entre o Governo e os socialistas. "O PS nao se deixará intimidar por manobras de vitimização por parte do Governo."

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