"Não tenho nem vontade nem idade para meter os papéis para a reforma": o que Costa disse depois de votar no seu sucessor - TVI

"Não tenho nem vontade nem idade para meter os papéis para a reforma": o que Costa disse depois de votar no seu sucessor

Primeiro-ministro demissionário mostrou disponibilidade para marcar presença na campanha para as legislativas. “Farei o que o novo secretário-geral entender. Sou um militante disciplinado”

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O atual secretário-geral do PS, António Costa, já escolheu o nome que gostaria de ver a sucedê-lo na liderança do partido. Costa não esclareceu qual é o candidato que prefere, se Pedro Nuno Santos ou José Luís Carneiro, mas já exerceu o seu direito de voto enquanto militante socialistas. 

À saída da votação na Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), e quando questionado sobre o seu futuro, Costa deixou uma garantia: “Não tenho nem idade para meter os papéis para a reforma, nem vontade”. Costa disse mesmo que “nenhum cidadão alguma vez mete a reforma para a política”. Descartou ainda vir a escrever as suas memórias políticas, artigos de opinião ou ser “comentador de bancada”

O ainda secretário-geral do PS mostrou ainda disponibilidade para marcar presença na campanha para as legislativas de 10 de março. “Farei o que o novo secretário-geral do PS entender que eu deva fazer. Sou um militante muito disciplinado. O que me disserem para fazer, eu farei.”

O também primeiro-ministro insistiu numa mensagem de união dentro do partido: “Domingo, o PS estará todo junto e unido”. Nesse dia, pelo meio-dia, vai receber no Largo do Rato o seu sucessor para demonstrar “solidariedade e apoio”, independentemente de quem ganhe. “Temos eleições a 10 de março. É fundamental que o PS se mobilize.”

Costa reagiu ainda às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, com o Presidente da República a apontar o primeiro-ministro demissionário para a liderança do Conselho Europeu. “Não ouvi as declarações. Já me disseram que era simpáticas. Já agradeci.”

Sobre ter considerado que Marcelo teve uma “visão errada” ao dissolver o Parlamento, e sobre Marcelo ter dito que não conseguiu demover Costa de se demitir, o primeiro-ministro não quis alimentar mais polémicas: “Toda a gente sabe o que aconteceu. Não é o que importa agora. A página está virada. Fiz o que a minha consciência ditou”.

António Costa recebeu o boletim de voto pelas 18:37. Um minuto depois, exerceu o seu direito. Depois das declarações aos jornalistas, percebeu que a mãe Maria Antónia Palla estava no local. Após cumprimentá-la, partiu.

Cerca de 60 mil militantes do PS escolhem o próximo secretário-geral do PS durante esta sexta-feira e este sábado.

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