A Polícia de Segurança Pública (PSP) desmentiu este sábabo ter fiscalizado os veículos que transportavam os professores para a manifestação que juntou mais de 20 mil professores de todo o país em Lisboa.

"A PSP desmente categoricamente ter fiscalizado os veículos em que os manifestantes se fizeram transportar. A PSP agradece a forma civilizada como os professores estão a exercer o seu direito de manifestação", escreveu a PSP numa nota enviada à redação da CNN Portugal.

Horas antes, a GNR já tinha emitido um comunicado para negar que tenha sido direcionada uma operação para os autocarros que transportavam professores de vários pontos do país em direção a Lisboa. A GNR admite que “podem ter sido aleatoriamente fiscalizados veículos pesados de passageiros, tal como vários outros veículos”, mas recusa a ideia de que “estas operações visam as deslocações de professores e que é pretensão dificultar este movimento”.

“Como habitualmente, a fiscalização rodoviária nacional diária da Guarda tem em curso várias operações em todo o território nacional, ao longo dos principais itinerários e secundários, com vista a assegurar um ambiente rodoviário mais seguro”, resume o documento.

O sindicato STOP disse que “mais de 100 autocarros com professores” que se dirigiam para a manifestação deste sábado em Lisboa foram “revistados” pelas autoridades, mas GNR e PSP negam fiscalizações específicas visando a deslocação de docentes. Durante a marcha do protesto que decorre esta tarde no centro da capital, o coordenador nacional do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), André Pestana, declarou, enquanto falava com um megafone, que a revista dos autocarros tem impedido muitas pessoas de participar no protesto.

André Pestana apelou para que os professores a bordo dessas viaturas identifiquem os agentes que estão a realizar as operações e tirem fotografias.

A intervenção foi feita já depois de terem surgido nas redes sociais publicações que davam conta destas operações direcionadas e que motivaram desmentidos das forças de segurança.

CNN Portugal / JGR