Um inquérito público no Reino Unido chegou à conclusão de que Vladimir Putin é “moralmente responsável” pela morte de Dawn Sturgess, que perdeu a vida em 2018 depois de se ter borrifado com o agente nervoso Novichok, armazenado num frasco de perfume.
A arma química terá sido trazida para solo britânico por agentes russos numa tentativa de assassinar Sergei Skripal, ex-espião russo exilado no Reino Unido.
O responsável pela investigação, o lorde Hughes de Ombersley, afirmou que a tentativa de assassínio de Skripal foi “autorizada ao mais alto nível, pelo presidente Putin” e que as “provas de que este foi um ataque do Estado russo são esmagadoras”, acrescentando que o ataque foi executado pelo grupo militar de inteligência russo GRU.
Hughes assegurou que os agentes russos que aplicaram o agente nervoso no ataque a Skripal descartaram o frasco sem qualquer consideração do perigo que isso representava para pessoas inocentes.
“Há uma ligação causal direta entre o uso e o descartar do Novichok (...) e a morte de Dawn Sturgess”, disse Hughes.
Depois de ter sido divulgada a conclusão do inquérito, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou novas sanções ao GRU e disse que o Reino Unido vai contestar sempre o “regime brutal de Putin”.
A secretária britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, convocou o embaixador russo para exigir uma resposta às conclusões do inquérito.
Numa declaração sobre o fim do inquérito, a família de Sturgess disse que “ficou com algumas respostas, mas também com um número de questões por responder”.