Caso EDP: perícia neurológica a Ricardo Salgado pode ser usada como prova noutros processos - TVI

Caso EDP: perícia neurológica a Ricardo Salgado pode ser usada como prova noutros processos

  • Agência Lusa
  • BCE
  • 28 set 2023, 20:52

O exame pode ser junto como prova em processos como o Universo Espírito Santo ou o processo separado da Operação Marquês (em que foi alvo de uma condenação a oito anos de prisão), sobretudo se confirmar a situação clínica invocada pela defesa do ex-banqueiro

O ex-banqueiro Ricardo Salgado realizou esta quinta-feira uma perícia neurológica no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) de Coimbra, autorizada no Caso EDP, mas que pode vir a ser usada pela defesa como prova noutros processos.

Fonte judicial explicou à Lusa que o resultado do conjunto de exames efetuado esta quinta-feira – que foi pedido pelos advogados do antigo presidente do BES em vários processos nos últimos dois anos, devido ao diagnóstico de Doença de Alzheimer que lhe foi atribuído – só tem valor de perícia neste processo.

Contudo, segundo a mesma fonte, o relatório da perícia “pode eventualmente ser junto como prova documental” noutros processos que ainda estão em curso e visam Ricardo Salgado, como o Universo Espírito Santo (no qual foi pronunciado para julgamento) ou o processo separado da Operação Marquês (em que foi alvo de uma condenação a oito anos de prisão), sobretudo se confirmar a situação clínica invocada pela defesa do ex-banqueiro.

Ricardo Salgado chegou às instalações do INMLCF de Coimbra por volta das 09:00, acompanhado pela mulher, e saiu cerca das 13:00, não estando por agora prevista mais nenhuma diligência no âmbito da perícia neurológica e desconhecendo-se o prazo para a apresentação dos resultados.

Contactada pela Lusa, a defesa de Ricardo Salgado recusou fazer comentários sobre a realização da perícia neurológica.

Os advogados do ex-presidente do Grupo Espírito Santo tinham ainda pedido que o julgamento apenas se iniciasse após a realização da perícia, mas o tribunal rejeitou a pretensão de Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, por entender que “a perícia não se afigura absolutamente indispensável ao início da audiência de julgamento”, que ficou agendada para 3 de outubro, no Juízo Central Criminal de Lisboa.

Ricardo Salgado vai a julgamento no Caso EDP por um crime de corrupção ativa para ato ilícito, um crime de corrupção ativa e outro de branqueamento de capitais.

No processo são ainda arguidos o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilícito, outro de corrupção passiva, um crime de branqueamento de capitais e um crime de fraude fiscal, bem como a mulher do antigo governante, Alexandra Pinho, a quem é imputado um crime de branqueamento e outro de fraude fiscal.

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