Mais de 500 funcionários da OpenAI ameaçam sair após despedimento de Sam Altman - que entretanto foi para a Microsoft - TVI

Mais de 500 funcionários da OpenAI ameaçam sair após despedimento de Sam Altman - que entretanto foi para a Microsoft

  • CNN
  • Brian Fung
  • 20 nov, 17:42
Sam Altman (Eric Risberg/AP)

Podem seguir os passos do antigo CEO para a Microsoft

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Centenas de funcionários da OpenAI estão a pedir a demissão da direção da empresa ChatGPT e a ameaçar demitir-se, depois de um fim de semana tumultuoso que começou com a surpreendente demissão do diretor-executivo, Sam Altman, e terminou com a contratação de Altman pela Microsoft.

Numa carta obtida pela CNN Internacional, os mais de 500 funcionários acusaram a direção da OpenAI de ter gerido mal o despedimento de Altman, de não ter apresentado provas suficientes para as alegações de que Altman não tinha sido sincero com a direção e de ter "negociado de má-fé" com a liderança executiva da empresa.

"As suas ações tornaram óbvio que é incapaz de supervisionar a OpenAI", escreveram os trabalhadores. "Não podemos trabalhar para ou com pessoas que não têm competência, discernimento e cuidado com a nossa missão e funcionários".

Os funcionários também alertaram que iriam "iminentemente" seguir Altman para a Microsoft, a menos que a administração renuncie e reintegre Altman e Greg Brockman, ex-presidente da OpenAI, que também foi removido pela administração na sexta-feira.

Entre os signatários está Mira Murati, que ainda na sexta-feira tinha sido nomeada pela direção como sucessora interina de Altman, bem como Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI, cientista-chefe e membro da direção, que tinha sido amplamente noticiado como tendo desempenhado um papel na demissão de Altman. A promoção de Murati foi desde então substituída pela nomeação do novo diretor-executivo interino, Emmett Shear, o cofundador de 40 anos da empresa de livestreaming Twitch.

Na segunda-feira, quando a notícia da carta surgiu, Sutskever partilhou um pedido de desculpas na rede social X, onde reconhecia a sua contribuição para a crise de liderança, que parecia girar em torno de tensões entre Altman e a administração sobre o ritmo e o objetivo do desenvolvimento de Inteligência Artificial.

"Lamento profundamente a minha participação nas ações da administração", disse. "Nunca tive a intenção de prejudicar a OpenAI. Eu amo tudo o que construímos juntos e farei tudo o que puder para reunir a empresa”.

A carta destaca as divisões internas na OpenAI, que vieram a público após a demissão de Altman, e levanta mais dúvidas sobre o destino dos três membros do conselho de administração que não são funcionários da OpenAI. Essa lista inclui o diretor-executivo da Quora, Adam D'Angelo, a empresária tecnológica Tasha McCauley e Helen Toner, diretora de estratégia e de bolsas de investigação fundamentais do Centro de Segurança e Tecnologias Emergentes da Universidade de Georgetown.

Na tentativa de gerir as consequências do despedimento de Altman, segundo a carta, os membros do conselho de administração "informaram a equipa de liderança que permitir a destruição da empresa 'seria consistente com a missão'" da OpenAI, que consiste em "garantir que a Inteligência Artificial geral beneficia toda a humanidade".

A repreensão por parte de alguns dos funcionários mais antigos da OpenAI também sublinha a fidelidade dos seguidores de Altman e a oportunidade da Microsoft de beneficiar da situação.

"A Microsoft assegurou-nos que há vagas para todos os funcionários da OpenAI", acrescenta a carta.

Depois de Sutskever ter publicado a mensagem na rede social X, Altman amplificou o pedido de desculpas, citando-o. Acrescentou um pequeno comentário composto por três emojis de coração.

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