PJ são-tomense detém criminoso reincidente que sequestrou cidadã portuguesa - TVI

PJ são-tomense detém criminoso reincidente que sequestrou cidadã portuguesa

  • Agência Lusa
  • PP
  • 16 set 2023, 17:29
Estabelecimento prisional (Lusa/Tiago Petinga)

Paulo Jorge Fonseca, conhecido por Pajó, tem 26 anos, e foi detido na zona de Esprainha Praia

A Polícia Judiciária (PJ) são-tomense deteve hoje um criminoso reincidente condenado a pena máxima e que estava foragido há uma semana após agredir e sequestrar uma cidadã portuguesa.

Paulo Jorge Fonseca, conhecido por Pajó, tem 26 anos, e foi detido na zona de Esprainha Praia, no norte de São Tomé.

Além do suspeito, a PJ deteve outro homem acusado de dar auxilio e proteger o foragido e apreendeu vários objetos que estavam na posse dos acusados, incluindo uma arma de fogo.

O homem cumpria pena de 25 anos, mas passou a andar de cadeira de rodas e foi colocado em liberdade recentemente pelo tribunal, após ter conseguido um relatório médico que determinou a sua invalidez por incapacidade motora dos membros inferiores, a que se juntou uma forte pressão dos advogados e de alguns ativistas dos direitos humanos que lamentavam a situação em que o homem se apresentava na cadeira de rodas.

Dezenas de populares concentraram-se hoje à frente das instalações da PJ e mostraram satisfação com a detenção do foragido.

Susanete dos Santos disse à Lusa estar mais aliviada após a detenção do foragido.

“Eu estava com medo [porque] disseram que ele é assassino, é criminoso, e tínhamos que estar apenas dentro de casa desde as 17 horas”, disse a mulher.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde são-tomense admitiu pedir ajuda internacional para avaliar o relatório médico que levou à libertação do condenado.

“Infelizmente este episódio não é uma coisa muito normal, mas nós vamos ter que apurar, e só mesmo com ajuda, e se for necessário com a ajuda de Ordens [de Médicos] estrangeiras também, se detetarmos que não temos capacidades internas”, disse hoje o ministro da Saúde, Celsio Junqueira.

Na terça-feira, a ministra da Justiça são-tomense defendeu a averiguação do relatório médico, sublinhando a perigosidade do delinquente.

“Daquilo que consta nos seus processos e nos registos dos serviços prisionais, ele tem 25 anos [de prisão] e, se a pena máxima aplicada em São Tomé e Príncipe não fosse definida por lei em 25 anos, ele estaria a cumprir 50 anos”, referiu Ilza Andado Vaz.

O foragido é acusado de raptar e agredir uma portuguesa na sua residência, na sexta-feira, resgatada minutos depois pela Polícia.

Os suspeitos levaram a mulher para meio de um matagal, usando uma viatura roubada, que avariou após embater no cercado à saída da residência, mas foram avistados por alguém que informou a polícia, a qual compareceu no local e, após disparos, deteve um dos dois suspeitos.

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