Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), considera que a morte de Diogo Jota foi o momento mais difícil e «triste» do seu mandato e saiu em defesa de Cristiano Ronaldo que foi muito criticado por não ter comparecido ao funeral do antigo jogador do Liverpool.
«Foi o momento destes 156 dias de liderança da FPF mais triste que aqui tivemos. Até porque aprendi aquilo que era a referência, o que significava o Jota para a própria seleção nacional. Portanto, foi um momento muitíssimo triste em que se percebeu bem aquilo que era a comunhão que existia entre toda a delegação do futebol na Federação Portuguesa de Futebol. Direi que foi um momento que acaba por marcar, de alguma forma, estes mais de 150 dias que estou na liderança da FPF», destacou o dirigente em entrevista ao Expresso.
Pedro Proença acrescenta que «é nestas alturas que equacionamos e que pomos tudo em causa. É nestas alturas que percebemos que há outras coisas que não valem a pena. O que temos de valorizar é, nomeadamente, a vida das pessoas», acrescentou.
Quanto à ausência de Cristiano Ronaldo nas cerimónias fúnebres de Diogo Jota, Pedro Proença classifica como «injustas» as críticas que foram dirigidas ao capitão da Seleção Nacional.
«Aproveito esta oportunidade para dizer que é de uma injustiça imensa dizer que o Cristiano, de alguma maneira, teve um papel mais frio relativamente a isto. Desde a primeira hora que o capitão esteve connosco e foi das pessoas que mais estiveram com a família da seleção, com a família de sangue do próprio Jota. E volto a dizer: é uma injustiça aquilo que disseram sobre o nosso capitão Cristiano Ronaldo. Foi das pessoas que mais sentiram, até porque era um verdadeiro companheiro do Jota. A sua ausência física não significa nada mais do que isso, porque jamais ele abandonou esta família», referiu ainda.