Roberto Martínez, em declarações antes da estreia de Portugal no Mundial 2026, num jogo agendado para as 18 horas, em Houston, frente ao Congo, respondendo a uma pergunta sobre Pedro Proença ter dito que o objetivo mínimo eram as meias-finais.
Como interpreta as palavras de Pedro Proença que diz que o mínimo tem de ser as meias-finais?
«Todas as pessoas que gostam da Seleção têm um sonho. A opinião do presidente é muito, muito respeitada. Como selecionador, a minha responsabilidade é pensar e definir como nós podemos atingir o sonho. O sonho é uma emoção e é difícil de atingir, não é? Eu tenho de pensar como ganhar? Eu, como selecionador, preciso de mostrar que o mais importante é ganhar ao Congo. Tenho dar clareza ao sonho de todos nós. Então o selecionador é o chato que precisa dizer que aqui há dois Mundiais, o primeiro são os os três jogos da fase de grupos, e o segundo o que vier a seguir. Nesta altura, o que nos importante, é o primeiro Mundial.»
Como se adequam as duas mensagens, do presidente e do selecionador
«É isso, só temos isso. Depois precisamos crescer e mostrar que estamos preparados para continuar. Mas faz sentido que o nosso presidente fale do sonho. Eu também tenho o sonho e é o mesmo do dele, mas a minha responsabilidade é mostrar que o Mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Não estamos a falar de diferentes vozes, há uma voz geral e depois há uma outra voz chata, que é racional, explica o caminho e que utiliza a experiência do terceiro Mundial, de muitos jogos na Seleção. Mas é uma voz necessária.»