"Disse-me que não se estava a sentir bem": tia revela última conversa com estudante italiana em Portugal após morte súbita - TVI

"Disse-me que não se estava a sentir bem": tia revela última conversa com estudante italiana em Portugal após morte súbita

  • CNN Portugal
  • CM
  • 8 jun, 14:28
Sofia Barillà, jovem italiana que morreu em Portugal (DR)

Sofia Barillà, de 20 anos, estudante italiana de Erasmus, foi encontrada morta em casa, nas Caldas da Rainha

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Já é conhecida a provável causa de morte de Sofia Barillà, a jovem italiana de 20 anos, que morreu após falar ao telefone com a tia desde Portugal. A estudante de Palermo, que fazia o programa Erasmus nas Caldas da Rainha, terá sido vítima de uma isquemia cardíaca, segundo disse à família o médico que realizou a autópsia, escreve o Palermo Today.

Trata-se, para já, de uma avaliação preliminar, uma vez que os resultados definitivos só serão conhecidos dentre de três meses, revelou a tia ao jornal italiano.

"Sei que os resultados da autópsia demoram tempo, mas confio num médico que, olhando nos nossos olhos, aos meus, do meu irmão, da minha cunhada e do meu sobrinho, nos explicou, profundamente abalado, aquilo que acredita ter acontecido”, afirmou Fiorella Barillà, tia de Sofia, a última pessoa a falar com a jovem.

"Eu e a Sofia tínhamos uma relação muito próxima e falávamos várias vezes por dia. No domingo à noite estávamos ao telefone. Ela tinha acabado de chegar a casa, estava calor e disse-me: 'Tia, não me estou a sentir bem, ligo-te mais tarde'. Eu respondi: 'Está bem, querida, deita-te e levanta as pernas'. Pensei que fosse algo passageiro", contou a tia, esclarecendo que a sobrinha não morreu durante a conversa telefónica: "Não é verdade que a chamada tenha caído de repente e eu tenha deixado de ouvir a voz dela. Terminámos a conversa normalmente e imaginei que ela se tivesse deitado e adormecido. Esperei, mas nunca mais me voltou a ligar."

Foi, mais tarde, a ausência de respostas por parte de Sofia que fez soar o alarme. "Enviei-lhe várias mensagens, mas ela não as via. Fiquei alarmada. Então ligámos aos amigos dela para perceber se alguém podia ir ver como estava. Infelizmente, já não havia nada a fazer", lamentou a tia, esperando que o diagnóstico preliminar esteja certo e que Sofia "não tenha sofrido nem por um segundo".

Foram os colegas de casa que chamaram os serviços de emergência, que, por sua vez, segundo o relato da tia, chegaram poucos minutos depois, mas já demasiado tarde para Sofia.

A família aguarda, agora, a conclusão das burocracias finais para poder levar o corpo de Sofia para Palermo.

"Ainda não sabemos quando conseguiremos trazer a Sofia para casa. Mas gostaríamos que o funeral fosse realizado na Igreja de Santa Teresa alla Kalsa, porque ela gostava muito daquele lugar”, disse ainda a tia.

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