Presente num painel da Web Summit, André Bernardo, vice-presidente do Sporting, apontou que o emblema de Alvalade tem como missão ser um polo desportivo e de estilo de vida, num ecossistema «aberto e direcional» com os adeptos no centro de tudo.
«Recentemente, lançámos um plano estratégico para 10 anos, no qual vemos o Sporting na intersecção de três ecossistemas: bem-estar, entretenimento e estilo de vida. Temos como missão assegurar que o clube seja, de forma estratégica, um polo desportivo e de estilo de vida, em que, todos os dias, se possa levar a marca para todo o lado. É um ecossistema aberto e bidirecional», disse o dirigente.
André Bernardo esteve ao lado do vice-presidente para a tecnologia dos turcos do Galatasaray, Erdem Erkul, e do diretor do gabinete de inovação dos espanhóis do Atlético de Madrid, Alejandro Ugarrio, a debater «Futebol da nova geração: reinventando clubes globais para adeptos e a era digital».
«O Sporting é uma cultura. Vivemos e há uma ligação forte com esta causa. É uma relação bidirecional que tentamos estabelecer. Queremos que o adepto esteja no centro e participe neste ecossistema que queremos construir», frisou.
André Bernardo exemplificou com um lançamento recente em que os adeptos podem ver a perspetiva dos jogadores em certos momentos através de uns óculos que os atletas utilizam antes do jogo. Além disso, abordou uma parceria com a empresa Shopify e até revelou que o clube quer que sejam os adeptos a escolher as camisolas.
«Isto é sobre identidade e autenticidade. Queremos que as pessoas saibam quem somos e criar um sistema à volta disso, de maneira a amplificar a marca. É o que penso que conecta as pessoas ao ecossistema. É a peça-chave para tudo», sublinhou.
«Outro exemplo é que anunciámos que vamos lançar a breve prazo no futuro uma parceria com o Shopify. Vamos lançar uma coisa chamada "My Way", porque essa é a nossa música principal. Queremos que as pessoas façam as coisas à maneira delas, portanto vão poder escolher as suas próprias coleções, a sua organização, as suas roupas. Vão ter o direito de votar se querem a camisola A, B ou C. Provavelmente, no futuro, quando tivermos capacidade, vamos ouvir que opções os adeptos gostariam de ver e votaremos por isso. Vamos dar um pouco de poder ao adepto e tornar isto numa rede e uma ligação em que participam e criamos juntos. (...) São dois exemplos de coisas que tentamos fazer de forma mais personalizada e trazer o fã não só para o centro mas para participar no ecossistema que tentamos construir», disse ainda.