Convenhamos: nem Zalazar terá ainda o ritmo perfeito, nem Doumbia é Trincão, nem Altimira um Hjulmand, nem Andersen é Morita. Por enquanto, todos partem com a mesma premissa: fazer esquecer perdas importantes, ídolos que marcaram um tempo em Alvalade.
Convenhamos também: ainda é cedo para traçar certezas, nos dias de pré-época que vivemos, sob pena de se cair naquela tendência tão comum de endeusar à primeira vista para criticar à segunda.
Mas – e eis a adversativa – os sinais são animadores para os lados de Alvalade. Negá-lo é impossível – e, acima de tudo, injusto para uma equipa que se viu obrigada a se reinventar, com a saída dessas peças-chave (e há a incógnita Pote).
Hoje, 20 de Julho, no segundo jogo televisionado da pré-época, o Sporting voltou a vencer e a deixar uma boa impressão. A “vítima” da goleada das antigas foi o Estrasburgo, 8º classificado na última Liga Francesa e semifinalista da Liga Conferência.
No 11 inicial, Rui Borges apostou no trio de novidades já anunciado: Altimira, Doumbia e Andersen. E foi dos pés do segundo que surgiu o golo inicial, logo ao minuto 4.
Doumbia, que apareceu a jogar mais descaído para a esquerda, entrou na área, “sentou” um adversário e rematou para o fundo das redes.
Durante toda a primeira parte, o Sporting foi dominando sem grandes sobressaltos – o Estrasburgo espreitou uma leve reação, durante cerca de 10 minutos, em que ainda obrigou João Virgínia a um par de defesas, mas nada mais do que isso.
Na retina, fica a pressão alta de que o meio-campo do Sporting já é capaz. Tanto Altimira como Andersen “caem” facilmente em cima dos adversários, obrigando muitas vezes ao erro. Além disso, a ligação entre setores parecem estranhamente oleada para uma altura tão tenra da época.
O golo de Altimira (36m) acabou por premiar essa boa exibição: um remate, à entrada da área, de pé esquerdo, bem colocado, que deixou o guarda-redes “pregado” ao chão.
Para a festa, ficar ainda mais bonita faltava o golo de Andersen que surgiria já na segunda parte, de cabeça, após assistência de Flávio Gonçalves (o jovem extremo parece ser outro bom apontamento nestes dias de pré-época no Algarve).
Ficou bonita, mas não concluída: Zalazar, acabado de entrar, ganhou um penálti, converteu-o e segundos bastaram para se tornar ídolo das bancadas leoninas.
Maxi ainda faria o quinto, Geny ampliou para 6, Ionnanidis para 7 e, caro leitor, mais minutos houvesse, mais golos haveria.
Entre reforços e velhos conhecidos, respira-se saúde em Alvalade.
O futuro? Vamos ver.