Soulleymane Faye chegou em janeiro ao Sporting, mas, mesmo com Luís Guilherme e Geovany Quenda lesionados, soma apenas 155 minutos distribuídos por oito jogos em todas as competições. Rui Borges diz que vai ser preciso ter «paciência» e «tempo» para o extremo senegalês.
Faye tem tido dificuldades de adaptação, como vê a adaptação dele?
«Chegou em janeiro, vem numa fase em que a equipa já está minimamente consolidada, não há muito tempo para treinar, é recuperar para jogar. Para uma equipa exigente como a do Sporting, é um miúdo que vem de um contexto totalmente diferente, vai ter a sua adaptação, vai ter o seu crescimento, vamos ter de ter aqui alguma paciência, algum tempo porque é natural. Sempre disse que era numa perspetiva futura. Infelizmente o Luís teve aqui esta lesão que não estávamos à espera, mas é um miúdo que vai ter o crescimento dele natural. Foi um salto rápido chegar ao Sporting, onde estava e onde está agora, aquilo que é a exigência do Sporting, acho que vai passar com naturalidade pelo crescimento que passam os jogadores».
Sem Luís Guilherme e Quenda, não seria de esperar que Faye tivesse já mais minutos?
«Tem uma adaptação aqui, dentro daquilo que é a resposta dele diária, infelizmente não há muito treino para esse crescimento de ligação com os colegas e com a equipa, naquilo que é a dinâmica. Torna-se às vezes mais difícil para ele dar respostas mais visíveis aos treinadores, mas é natural, não teve treinos para o fazer. Dentro do que vamos vendo e percebendo, vamos dando os minutos que achamos que podemos dar. O miúdo tem crescido, está a crescer, mas o contexto é diferente. Deve estar muito feliz por estar onde está, mérito dele, agora tem de perceber que tem de ter essa paciência, esse crescimento natural».
Com o regresso de Ioannidis, qual vai ser a segunda opção para avançado? O grego ou Rafael Nel?
«Já está a prever o futuro? Eu olho para o presente. O Nel está a dar resposta é o Nel que conta para já. Quando o Fotis vier, oxalá que venha rápido, é mais uma solução e uma grande solução e dá-me essa dor de cabeça. Para já não penso nisso, penso é que o Nel é capaz em tudo aquilo que tem dado e naquilo que tem crescido diariamente também».