Os últimos dias não foram fáceis no reino do leão.
Foi só a confirmação, é certo, mas sábado, logo ao raiar da manhã, o primeiro revés: era hora de dizer adeus a Hjulmand, capitão e símbolo nas últimas temporadas.
Ainda mal refeitos, nova contrariedade, embrulhada num anúncio que, não sendo oficial, tem o carimbo de Fabrizio Romano (sabemos como ele raramente falha): Trincão também é carta fora de baralho.
É claro que vieram as interrogações: o que será este Sporting? Sem referências? E os reforços? O que esperar? A longa depressão pós-final da Taça repercutir-se-á no início desta temporada?
Ainda é cedo para responder a tantas interrogações – que, para qualquer adepto, até são é inquietações. Mas o que se viu hoje, no Estádio Algarve, no primeiro jogo deste Sporting à porta aberta, parece deixar margem para algum descanso.
Os leões venceram o Celtic por 4-1 – e, acima de tudo, mostraram argumentos. O que, em qualquer pré-época, é bem mais importante do que os resultados.
No 11 inicial, Rui Borges apostou em dois reforços (Altimira e Doumbia) e numa grande novidade: Faye foi a escolha para lateral-direito com Felicíssimo a ser o defesa-central junto do capitão Eduardo Quaresma. Com Suárez ainda de férias, depois do Mundial, o ponta de lança foi o algarvio Gabriel Silva.
O melhor elogio que se pode fazer é que as ausências foram mesmo colmatadas pelas apostas do técnico do Sporting – e cedo se percebeu isso.
As combinações entre Mangas, Flávio Gonçalves, Gabriel Silva, Doumbia, o próprio Altimira funcionaram muito bem ao longo de toda a primeira parte. O golo de Catamo, marcado ao minuto 24, foi escasso para a produção ofensiva: o próprio Geny teve o golo no pé mais duas vezes, Mangas outras tantas.
Na segunda parte, foi tempo de dar minutos e oportunidade a outros. Que também corresponderam. Silas Andersen apareceu com vontade, Derry também, bem como Luís Guilherme (este já conhecido).
O Sporting podia ter marcado mais: aos 54m, Mangas e Doumbia, isolados, não conseguiram encostar para o golo. O Celtic, durante o jogo todo, apenas incomodou Virgínia por uma vez: ao minuto 69, num lance em que Eduardo Quaresma fez uma oferta inacreditável a Duran que empatou.
Foi sol de pouca dura no calor algarvio: uma nova oferta, mas da defesa do Celtic, colocou a bola nos pés de Nel que serviu Bragança para o 2-1.
Sabia a justiça a vitória do Sporting que ainda foi ampliada ao minuto 75, por Ricardo Mangas, e pelo bis de Bragança (79m).
Há razões para sorrir no reino do leão.