Startups nacionais geram 2,3 mil milhões em receita e criam 25 mil empregos - TVI

Startups nacionais geram 2,3 mil milhões em receita e criam 25 mil empregos

  • ECO - Parceiro CNN Portugal
  • Ana Marcela
  • 16 nov 2023, 18:31
Numa nota informativa sobre ‘nómadas digitais’ publicada em março de 2021 a sociedade de advogados PLMJ lembra que o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) introduziu um novo conceito de estabelecimento estável. (Pexels)

As startups nacionais geram 2,3 mil milhões em receita e pagam aos colaboradores 37% acima da média nacional. Um retrato do setor em Portugal

As mais de quatro mil startups em Portugal geraram 2,3 mil milhões de euros de volume de negócios e 1,3 mil milhões de euros em exportações, sendo responsáveis por cerca de 25 mil empregos, segundo os dados divulgadas esta quinta-feira pela Startup Portugal, durante a Web Summit.

Os dados agora conhecidos resultam da atualização dos critérios para a definição de startup – empresas que, entre outros critérios, empregam menos de 250 trabalhadores, com um volume de negócios inferior ou igual a 50 milhões de euros –, feita em parceria com a Startup Portugal, IDC e Informa D&B e que traçam um retrato do ecossistema de empreendedorismo.

Ao todo existem 4.073 startups em Portugal, faturando 2,3 mil milhões de euros e sendo responsáveis por cerca de 25 mil empregos. Destas, 35% são exportadoras, valor substancialmente acima do tecido empresarial português, na ordem dos 11%.

Este mais de um terço de empresas gera 1,3 mil milhões de euros de negócio com o mercado externo, montante que representa 57% de toda a sua faturação, e 5% do total das exportações de serviços das empresas.

“Entre 2019 e 2022, o volume de negócios das startups cresceu 24,4%, uma percentagem muito superior aos 9,1% quando considerada a totalidade do tecido empresarial. 26% das startups cresceu consecutivamente nos três anos”, aponta a análise.

Remuneração acima da média nacional

O impacto ao nível de emprego também tem vindo a aumentar, com as startups a geraram um crescimento do emprego em 17%, valor na generalidade acima do tecido empresarial (1,6%). “3,8% das startups são ECE – Empresas de Crescimento Elevado”, isto é, empresas com crescimento orgânico médio anual de empregados superior a 20% num período de três anos consecutivos.

O valor pago aos colaboradores está também acima da média nacional, com a remuneração média das startups a ser de cerca de 1.700 euros por empregado, 37% acima da média de todas as empresas portuguesas. Lisboa (1.822) e Porto (643) são os distritos que concentram a maioria das startups, seguindo-se os distritos de Setúbal, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Mais de metade das startups (70%) foram criadas nos últimos cinco anos, com os anos de 2021 e 2022 a serem aqueles a registar os máximos na criação de empresas, com 600 e 706, respetivamente. Mais de metade (84%) são empresas de serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia.

“Em termos setoriais, a maior parte das startups (3.278) pertencem às Tecnologias de informação e comunicação, a que correspondem 61% do volume de negócios total das startups. Apesar de serem bastante menos, as startups do setor industrial correspondem a um volume de negócios significativo de 26%”, refere ainda a análise.

Na sua grande maioria (83,2%) as startups são detidas por sócios individuais. “Das restantes startups, 9,4% têm uma empresa mãe de capital estrangeiro e 7,5% uma empresa mãe de capital nacional. A gestão e liderança destas empresas é na sua grande maioria masculina (86,1%), à semelhança do que acontece no restante tecido empresarial com as empresas tecnológicas.”

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