"Um dos piores de sempre". Trump ataca espetáculo de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl - TVI

"Um dos piores de sempre". Trump ataca espetáculo de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

  • CNN
  • Hanna Park, Kit Maher
  • 9 fev, 06:20
O cantor porto-riquenho Bad Bunny atua durante o espetáculo do intervalo do Super Bowl LX entre os Patriots e os Seahawks, apresentado pela Apple Music, no Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia, no domingo. (AP)

Donald Trump afirmou que a atuação não representava os valores americanos. Bad Bunny, um dos artistas mais ouvidos do mundo, deixou uma mensagem de união e inclusão durante o espetáculo, num momento marcado por polémica política e cultural

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – que não assistiu ao Super Bowl e optou antes por uma festa privada na Florida – criticou a atuação de Bad Bunny no intervalo do jogo, classificando-a como “um murro no estômago” e dizendo que “ninguém percebe uma palavra” do que o rapper porto-riquenho estava a dizer.

“O espetáculo do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores, DE SEMPRE! Não faz sentido, é um insulto à Grandeza da América e não representa os nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência”, escreveu Trump numa publicação na rede social Truth Social. “Este ‘espetáculo’ é apenas um ‘murro no estômago’ para o nosso País, que está a estabelecer novos padrões e recordes todos os dias.”

Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, dominou o palco na noite de domingo com muitos dos seus maiores êxitos, imagens impactantes e referências teatrais a músicas e símbolos do seu catálogo em língua espanhola. Várias grandes estrelas, incluindo Lady Gaga e Ricky Martin, participaram na atuação.

Durante o espetáculo, Bad Bunny deixou uma mensagem de união, alargando o significado da expressão “God bless America” a todas as nações do continente americano – do Chile ao Canadá.

“Deus abençoe a América, seja o Chile, a Argentina”, disse Bad Bunny, antes de enumerar mais de 20 países da América do Norte e do Sul, enquanto eram exibidas as bandeiras de muitos deles. O artista posicionou-se ao lado da bandeira dos Estados Unidos e da bandeira de Porto Rico, um território norte-americano.

Foi ainda exibida uma mensagem escrita numa bola de futebol americano que dizia: “Together we are America” (“Juntos somos a América”).

O presidente criticou tanto a língua utilizada como a coreografia do espetáculo. “Ninguém percebe uma palavra do que este tipo está a dizer”, escreveu Trump no Truth Social, acrescentando que a dança era “repugnante”, sobretudo para as crianças que assistiam nos Estados Unidos e em todo o mundo.

As críticas de Trump não são surpreendentes. Anteriormente, já tinha afirmado que Bad Bunny era uma “péssima escolha” para o espetáculo do intervalo.

Um dos artistas mais ouvidos do mundo em streaming, Bad Bunny atuou apenas uma semana depois de fazer história nos Grammy, ao vencer o prémio de álbum do ano com “Debí Tirar Más Fotos (Devia Ter Tirado Mais Fotografias)”, o primeiro álbum em língua espanhola a conquistar o principal prémio da Recording Academy.

Durante a cerimónia, deixou uma mensagem política clara em protesto contra recentes ações do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE), no âmbito da vasta ofensiva de Trump contra a imigração em todo o país.

Ao aceitar o prémio de melhor álbum de música urbana, Bad Bunny começou o discurso dizendo: “Antes de agradecer a Deus, vou dizer: ICE fora!”

“Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres”, acrescentou. “Somos humanos e somos americanos.”

A atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl já tinha sido alvo de controvérsia desde que a sua escolha foi anunciada, em setembro.

Setores conservadores opuseram-se à sua presença no maior palco do desporto norte-americano e a organização conservadora sem fins lucrativos Turning Point USA promoveu um espetáculo alternativo com Kid Rock e outros artistas próximos da administração Trump.

“O All-American Halftime Show” esteve repleto de imagens associadas à música country, guitarras e contou com a presença do fundador do grupo, o falecido Charlie Kirk.

A atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl agradou a muitas outras pessoas – desde fãs em Santa Clara, na Califórnia, a festas de visualização em Porto Rico e por todo o país – enquanto as redes sociais fervilhavam com elogios à criatividade demonstrada e à presença de várias estrelas convidadas durante o espetáculo.

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