A FIGURA: Pavlidis
O golo não deixa outra hipótese. A figura, do lado do Benfica, só pode ser Pavlidis. Há jogos em que o grego é isto mesmo: pouco se dá por ele, mas faz o que lhe compete. Que é marcar. De resto, em abono da verdade, a escassa criação ofensiva do Benfica nunca daria para Pavlidis ter feito muito mais. O golo solitário bastou para os encarnados começarem a época da melhor maneira: a levantar um troféu. E vingar as derrotas no campeonato e Taça de Portugal, na última temporada.
O MOMENTO: Entrar na segunda parte a ganhar (50m)
No futebol, todas as alturas são boas para marcar. Mas há umas ainda melhores do que outras. Ter entrado na segunda parte a ganhar, com um golo logo ao minuto 50, depois de uma primeira parte em que o Sporting tinha tido maior ascendente, foi mesmo aquilo de que o Benfica precisava. Acima de tudo porque lhe deu confiança.
OUTROS DESTAQUES:
Leandro Barreiro:
Muito se falou sobre quem seria a aposta de Bruno Lage para acompanhar Barrenechea no meio-campo encarnado. Seria Florentino? Ou o jovem João Veloso que tão boas indicações deixou na pré-época? No final de contas, nem um, nem outro. Leandro Barreiro foi a novidade no 11 e não deu a oportunidade como desperdiçada. O luxemburguês apareceu a descair mais para o lado de Rios e fez uma exibição consistente. Talvez não chegue para segurar a titularidade, mas ter mais uma (boa) opção é sempre uma boa notícia para o treinador do Benfica.
Richard Ríos:
É engraçado ver que, junto dos adeptos do Benfica, antes do jogo, Richard Ríos já ia sendo um nome bastante ouvido. É sempre assim quando chega, a qualquer clube, um reforço que mostra qualidade. O primeiro jogo do colombiano – na Eusébio Cup – deixou bons indicadores. O que já havia mostrado ao serviço do Palmeiras, de Abel Ferreira, idem. A expetativa para hoje era alta, mas saiu algo defraudada. Rios não jogou mal, mas também não jogou bem. Foi uma exibição assim-assim. Muito provavelmente, melhores virão.
Dedic:
Uma boa estreia no primeiro jogo oficial pelo Benfica. O lateral direito, que os encarnados foram contratar ao Salzurg, mostrou argumentos: bom a atacar, mas também seguro a defender. Dos reforços dos encarnados, foi, a par de Barranechea, quem esteve em evidência.