«O Sporting esteve bem na primeira parte, na segunda foi o FC Porto» - TVI

«O Sporting esteve bem na primeira parte, na segunda foi o FC Porto»

Rui Borges destaca a forma como a equipa leonina competiu no Dragão, explica o que esperava dos portistas taticamente e assume ter ficado surpreendido com Quenda

Relacionados

Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na conferência de imprensa, após o empate (0-0) na visita ao FC Porto, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. O técnico dos leões considerou que a equipa esteve por cima dos portistas na primeira parte, abordou a importância de Pablo Rosario na manobra de Francesco Farioli e elogiou Quenda. 

Simbolismo do abraço entre os jogadores após a defesa de Rui Silva

«É natural, mas não é só isso que espelha aquilo que é a força, amizade e família que é este grupo. É uma época em que nos têm acontecido alguns infortúnios em termos de lesões que nos condicionam, sobretudo nesta reta final, com a exigência de jogos. Mas a equipa deu uma resposta fantástica. Tivemos uma boa primeira parte, melhor do que o FC Porto e, na segunda, melhor o FC Porto do que o Sporting. A equipa deu uma resposta fantástica. Soubemos sofrer em alguns momentos na parte defensiva, sempre muito bem organizados, coesos, com muita entreajuda e comunicação. Na primeira parte controlámos o jogo com bola e fomos melhores. Foi uma grande defesa do Rui, mas, antes disso, há uma grande defesa do Diogo Costa. São dois grandes guarda-redes.»

Pausas provocadas por Rui Silva

«O Rui Silva acabou o jogo com problemas físicos.»

Tensão do Clássico

«A tensão é natural, são duas grandes equipas a disputar o acesso à final, com o público da casa e a tensão de parte a parte. São coisas naturais do jogo, desde que não se ultrapassem os limites do razoável.»

Suárez fez o jogo todo

«Eu queria ganhar e a primeira parte mostrou isso. Na segunda parte caímos em termos físicos e ficamos presos com as duas paragens pelas lesões do Inácio e do Morten. Só tinha mais uma paragem, o Suárez, o Maxi, o Quaresma e o Trincão estavam esgotados. Falei com o Luís [Suárez] e ele disse que ia até ao fim. E muito bem, lutou, deu tudo em campo pela equipa.»

Nível de Quenda

«Até surpreendeu, esteve a um nível muito bom. Belíssimo jogo com e sem bola, era expectável jogar menos tempo, mas energia dele estava boa. Em termos estratégicos era um extremo, para manter a largura, que dá mais que o Pote. São jogadores diferentes e conseguimos debloquear a pressão por aí, também com mais velocidade no ataque à profundidade, apesar de ele ainda não ter essa frescura. Foi muito importante, muito pelas características diferentes do Pote, com mais largura e até por dar mais movimentos interiores ao Maxi.»

Farioli disse que o Sporting veio defender e perder tempo

«Trabalha onde? Percebi Porto Canal. São opiniões, não tenho nada a dizer. O Sporting esteve bem com bola na primeira parte, na segunda foi o FC Porto. Um jogo bastante competitivo.»

Como tentou bater a pressão do FC Porto e beneficiar da marcação de Rosario ao Trincão

É algo que o FC Porto faz sempre. Em 95 por cento dos jogos roda à direita com o Alberto. Pela equipa percebeu-se, porque jogou o Kiwior a lateral-esquerdo, era o que nos tinha acontecido noutros jogos contra o FC Porto. Sabíamos que o Rosario ia estar atrás do Trincão, o Quenda dava-nos mais largura, prendia o Alberto, alargava o central do FC Porto mais para o corredor, porque não tem tantos hábitos como lateral. Enquanto tivemos energia, fizemos uma grande primeira parte, com qualidade de jogo ofensivo e as dinâmicas que tínhamos perspetivado.»

Espaço nas costas de Trincão e Suárez, com centrais a ligarem com Rosario

«É percetível o que o FC Porto faz, mas difícil, às vezes, de anular. Discordo um bocadinho, conseguiu ligar algumas vezes, mas condicionámos sempre, não deixámos criar perigo. Na primeira parte, têm um lance de perigo aos 47 minutos. O Morten perdeu a marcação do Gabri para as costas, o Edu veio na cobertura e a bola entrou por fora. Foi o único lance. É um trabalho difícil para a linha de dois, mas era algo que sabíamos e fomos competentes nesse momento. Eles gostam disso e fazem muito bem essas paredes. Mais do que deixar entrar é condicionar a decisão do Rosario e conseguimos algumas vezes. Foi um trabalho fantástico do Suárez e do Trincão.»

Continue a ler esta notícia

Relacionados