Governo já recebeu os esclarecimentos da TAP sobre a indemnização paga a Alexandra Reis. A informação foi remetida à Inspeção-Geral de Finanças e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários “para avaliação de todos os factos que tenham relevância no âmbito das suas esferas de atuação”, afirma em comunicado.

O Correio da Manhã noticiou no dia 24 de dezembro que Alexandra Reis deixou o cargo executivo na administração da TAP em fevereiro com uma indemnização de cerca de 500 mil euros, tendo em conta que auferia um salário bruto de 17.500 euros por mês e faltavam cerca de dois anos para o final do mandato. O montante foi acordado entre a gestora e a TAP.

Na segunda-feira, Fernando Medina e Pedro Nuno Santos emitiram um despacho conjunto a solicitar esclarecimentos ao conselho de administração da TAP sobre o enquadramento jurídico do acordo celebrado, incluindo o montante indemnizatório atribuído.

Antes, em declarações à agência Lusa, Alexandra Reis afirmou que o acordo de cessação de funções “como administradora das empresas do universo TAP” e a revogação do seu “contrato de trabalho com a TAP S.A., ambas solicitadas pela TAP, bem como a sua comunicação pública, foi acordado entre as equipas jurídicas de ambas as partes, mandatadas para garantirem a adoção das melhores práticas e o estrito cumprimento de todos os preceitos legais”. Disse também que devolveria, “de imediato”, qualquer quantia que acreditasse não estar no “estrito cumprimento da lei”.

A atual secretária de Estado do Tesouro entrou para a companhia aérea em 2017, chegando à comissão executiva em outubro de 2020. A 4 de fevereiro deste ano, a TAP comunicou ao mercado que Alexandra Reis apresentou a “renúncia ao cargo”, “decidindo encerrar este capítulo da sua vida profissional e abraçando agora novos desafios”. A 30 de junho, Alexandra Reis foi nomeada presidente da NAV por despacho do Ministério das Infraestruturas, liderado por Pedro Nuno Santos. Cargo de onde saiu para assumir a secretaria de Estado do Tesouro no ministério de Fernando Medina, a 2 de dezembro.

ECO - Parceiro CNN Portugal / André Veríssimo