Christine Ourmières-Widener diz que continua "a sofrer" e que nenhuma decisão da Justiça pode "reparar integralmente os enormes danos" pessoais e profissionais que lhe causaram - TVI

Christine Ourmières-Widener diz que continua "a sofrer" e que nenhuma decisão da Justiça pode "reparar integralmente os enormes danos" pessoais e profissionais que lhe causaram

  • Miguel Domingos
  • 7 set 2023, 19:08

Ex-CEO da TAP reclama 5,9 milhões à empresa, dos quais 100 mil são por danos reputacionais e 500 mil por danos morais

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Christine Ourmières-Widener, ex-CEO da TAP, afirma que tem "confiança na justiça portuguesa" e que por isso espera "que seja reposta toda a verdade". Num comunicado enviado às redações, Ourmières-Widener, que avançou esta quarta-feira com um processo legal em que reclama 5,9 milhões de indemnização a duas empresas do universo TAP – TAP SA e TAP SGPS –, diz ainda que, "infelizmente, qualquer decisão que venha a ser tomada não poderá reparar integralmente os enormes danos reputacionais e pessoais" que diz ter sofrido e continuar "a sofrer". "Ninguém deveria passar pelo que passei, nem pessoal nem profissionalmente", diz.

"Não fui eu que procurei a posição de CEO da TAP. Foi o Governo que me convidou", prossegue a gestora francesa. "Convidou uma gestora internacional, com uma carreira ascendente, garantiu o pagamento de um bónus que foi decisivo para a minha aceitação e decisão de mudar toda a minha família para Portugal, assinou um contrato por cinco anos, que foi abrupta e injustificadamente interrompido."

Ourmières-Widener garante que agiu "sempre com total transparência, de boa-fé e com total profissionalismo" e afirma que apresentou "resultados nunca antes obtidos". "Acredito na justiça, seja em Portugal, seja no estrangeiro. Tenho mantido o silêncio, em respeito à TAP e aos seus trabalhadores, pelo que lamento, uma vez mais, a reação pública do Governo sobre o processo."

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